
Cidade da Praia, 11 Mar (Inforpress) – O ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, defendeu hoje a necessidade de as instituições nacionais trabalharem de forma articulada e estarem “atentas e vigilantes” na antecipação de situações de ameaça de terrorismo e extremismo violento em Cabo Verde.
O governante fez estas declarações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura da 19ª reunião do Conselho de Comandos da Polícia Nacional, realizada em paralelo com o seminário, sob o tema “A ameaça terrorista e do extremismo violento - as implicações na segurança fronteiriça e aeroportuária”.
“A sub-região africana, particularmente, não só a zona da CEDEAO, mas toda a zona do Sahel, é das regiões do mundo onde ocorrem mais atentados terroristas hoje em dia, portanto, Cabo Verde está localizado numa zona sensível. As instituições nacionais devem estar preparadas para este fenómeno, e penso eu que estão, seja as instituições policiais, da inteligência e do sistema judicial”, declarou.
Para Paulo Rocha, o importante é conhecer os fenómenos da radicalização, do extremismo violento, conhecer as ameaças terroristas, os riscos, mas também, numa perspectiva doutrinária e legal, aquilo que são as práticas internacionais, para que as instituições estejam melhor articuladas.
“No que toca às ameaças terroristas, costumamos dizer que nenhum país está livre, mas as instituições devem estar atentas, vigilantes e, de forma a estarem melhor preparadas para antecipar situações que ninguém deseja”, alertou.
No que se refere a realização do seminário, o ministro sublinhou que o mesmo analisa também as implicações que essas ameaças colocam para a segurança aeroportuária e fronteiras e marca o início da reunião do Conselho de Comandos da Polícia Nacional
“Iremos ter a oportunidade de analisar aquilo que são as medidas, os procedimentos e os investimentos. Mas o seminário também marca o início da reunião do Conselho de Comandos da Polícia Nacional, que é uma reunião anual, onde se pretende aprovar os relatórios das actividades do ano anterior, mas, sobretudo, aprovar as directivas operacionais para o ano em curso”, explicou.
Paulo Rocha destacou, por outro lado, o “trabalho árduo” que a Polícia Nacional tem feito no combate à criminalidade e na garantia da segurança, afiançando o compromisso do Governo em continuar a reforçar e criar as condições de meios e equipamentos dos efectivos da PN.
A 19ª reunião do Conselho de Comandos da Polícia Nacional contou igualmente com a participação do presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial, Bernardino Delgado, do procurador-geral da República, Luís José Landim, e do provedor de Justiça, José Carlos Delgado.
O Conselho de Comandos da Polícia Nacional reúne os dirigentes da corporação, para entre outros, fazerem a avaliação das actividades desenvolvidas durante o ano transato, aprovar o plano de actividades para o corrente ano e traçar, através das diretivas operacionais, as linhas gerais e específicas de atuação para os diversos setores, a nível nacional.
Este ano o acto de abertura da reunião, coincidiu com a realização do seminário que contou com a participação também de magistrados judiciais, do Ministério Público e de especialistas estrangeiros.
O seminário visa proporcionar um espaço de reflexão alargada que permita repensar as estratégias, áreas de intervenção e mecanismos de prevenção e resposta, bem como abordar medidas e projectos específicos implementados no domínio do reforço da segurança fronteiriça e aeroportuária, e o seu impacto na promoção da segurança pública e na valorização de Cabo Verde como destino turístico seguro.
CM/CP
Inforpress/Fim
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