O ministro falava à imprensa, no final da visita a esta infra-estrutura rodoviária, que segundo o Governo visa principalmente melhorar as condições de mobilidade e acessibilidade na região, com foco no desenvolvimento socioeconómico e na qualidade de vida dos habitantes e visitantes.
A estrada, que tem uma extensão de 2,850 quilómetros (km), com faixa de rodagem de 6 metros de largura, é financiado pelo Banco Mundial (BM) e Governo de Cabo Verde em 220 mil contos.
Movimento de terras, nomeadamente escavação, aterro, corte talude, muros de suporte e protecção, pavimento com camada de base ABGE e com camada de desgaste em betão betuminoso, obras hidráulicas e sinalização horizontal e vertical são os principais trabalhos a serem desenvolvidos.
“Estamos perante uma obra extraordinária, que terá acesso à ribeira, que tem um fluxo de produção agrícola e de circulação de pessoas (...). Estimamos o prazo da entrega da obra entre Agosto e Setembro (…)”, afirmou o governante.
Segundo o ministro Victor Coutinho, a construção desta infra-estrutura rodoviária, além de desencravar estas localidades, vai criar uma nova via alternativa à cidade de Assomada, Santa Catarina, e permitirá escoamento de produtos, de pessoas e de serviços e caminhadas.
“Esta estrada vai permitir ainda nessa ribeira bonita caminhadas, circulação de pessoas a pé, mesmo para o turismo. Acho que esta estrada terá um impacto muito grande no concelho de São Miguel”, enfatizou o titular da pasta das infra-estruturas.
Durante a sua estada em São Miguel, o ministro visitou ainda, em companhia do presidente da câmara local, Herménio Fernandes, as obras de construção de 14 habitações sociais, em Achada Bolanha, que, segundo ele, é um “bom exemplo” do que o Governo prevê multiplicar, “se tudo correr bem”.
Este projecto será implantado numa área total de 2210,00 m², que abrigará 14 habitações apresentadas no formato de moradias individuais geminadas, desenvolvido em dois blocos equitativamente distribuídos.
De acordo com Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH) além disso, será reservada uma área entre os dois blocos destinada a actividades de lazer. Cada moradia está distribuída por uma sala comum, cozinha, dois quartos, casa-de-banho, uma varanda e um quintal.
Esta é uma das várias obras de construção de habitações sociais, que o Ministério das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, através da IFH, tem em curso nas ilhas de São Vicente, São Nicolau e Santiago.
FM/JMV
Inforpress/Fim
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