
Cidade da Praia, 30 Out (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) considerou alcançados os objectivos da formação da equipa nacional de resposta a desastres, realçando o reforço de conhecimentos, competências e ferramentas para melhorar a resposta humanitária no país.
Em declarações à Inforpress no encerramento da formação, Arlindo Carvalho sublinhou a participação dos colaboradores e voluntários de diferentes municípios do país, que tiveram a oportunidade de actualizar conhecimentos, partilhar experiências e adquirir ferramentas e protocolos essenciais à preparação de uma resposta humanitária.
A acção de capacitação contou com o apoio técnico da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) e, segundo lembrou aquele responsável, a iniciativa surgiu da necessidade de reforçar as capacidades da instituição, tendo em conta as experiências recentes, como a tempestade Erin.
“Entendemos que é preciso refrescar os conhecimentos, reforçar a equipa e, acima de tudo, unir os nossos voluntários e profissionais voluntários de instrumentos e de protocolos que normalmente são usados quando se prepara uma resposta humanitária”, afirmou.
Durante os dez dias de formação assegurou que os participantes aprofundaram conhecimentos em áreas como a protecção e reposição dos meios de subsistência, água, saneamento e higiene, assistência psicossocial, construção de abrigos, género e inclusão, engajamento comunitário e transferência monetária.
“Devo dizer que, de acordo com os resultados que temos recebido, a formação ocorreu na normalidade, e podemos dizer que já temos uma base forte para o desenvolvimento de uma equipa nacional de resposta às catástrofes”, disse.
Segundo explicou o presidente da CVCV, a formação combinou sessões teóricas, estudos de caso, partilha de experiências e exercícios práticos, ministrados por especialistas da Federação Internacional e da Sociedade Nacional.
Com o encerramento desta primeira etapa, a instituição prepara-se para avançar uma nova fase, centrada no treino operacional das equipas e na realização de formações mais específicas, de acordo com as diferentes áreas de intervenção.
O objectivo, de acordo com Arlindo Carvalho é permitir que cada elemento aprofunde os conhecimentos técnicos, domine as ferramentas disponíveis e aplique corretamente os protocolos de resposta.
Para a formanda e presidente do Conselho Local de São Vicente, Ana Baptista a acção de capacitação permitiu vivenciar situações de pressão, tomada rápida de decisões e organização das equipas, desafios que, segunda a mesma, podem surgir durante uma operação de resposta a desastres, particularmente em situações de inundações e tempestades.
Deste modo, reconheceu que a preparação deve ser contínua visando reforçar a capacidade de resposta perante eventuais fenómenos extremos.
ET/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar