
São Filipe, 08 Set (Inforpress) – A pré-candidata às eleições presidenciais de 2026, Joana Rosa, deslocou-se ao Fogo para manifestar solidariedade às famílias das vítimas do acidente e defender uma reflexão nacional sobre prevenção e segurança rodoviária.
Joana Rosa afirmou que a perda de familiares, sobretudo crianças e adolescentes, provoca uma dor “enorme” e “profunda”, considerando que, neste momento, todos têm a responsabilidade de prestar conforto e solidariedade às famílias enlutadas.
“Todos temos a responsabilidade de trazer solidariedade e conforto a essas famílias”, afirmou, sublinhando que a tragédia deve também constituir um momento de reflexão sobre as condições de segurança e a prevenção de acidentes.
Para a pré-candidata, embora nem todos os acidentes possam ser evitados, uma parte significativa pode ser prevenida através da redução dos riscos e de maior atenção aos factores susceptíveis de colocar em causa a vida humana.
“Precisamos trabalhar na prevenção, para reduzir o risco. É responsabilidade de todos”, salientou a pré-candidata às presidenciais de Novembro, acrescentando que as autoridades deverão investigar as circunstâncias do acidente e identificar as vulnerabilidades existentes.
Joana Rosa destacou ainda a necessidade de uma atenção especial às ilhas montanhosas, como Fogo e Santo Antão, defendendo que os acidentes rodoviários devem ser encarados como uma preocupação nacional e não apenas como um problema específico de uma ilha.
“Temos que ser sempre mais sensíveis, mais cautelosos e capazes de prestar mais atenção, às vezes, a alguns detalhes, porque nem sempre damos atenção a detalhes importantes”, afirmou.
Durante a permanência na ilha, prevista até quinta-feira, a candidata anunciou visitas às famílias das vítimas, aos pacientes internados no Hospital Regional São Francisco de Assis e às instituições envolvidas na resposta à tragédia.
Joana Rosa pretende igualmente visitar as câmaras municipais, a Protecção Civil e a Cruz Vermelha, considerando que todas as entidades e a comunidade devem unir-se para apoiar as famílias afectadas.
A pré-candidata explicou que não conseguiu deslocar-se anteriormente ao Fogo devido às dificuldades de transporte, tendo tentado viajar na segunda-feira, mas só conseguido chegar na primeira oportunidade disponível.
A deslocação ao Fogo levou-a também a cancelar uma visita prevista à ilha do Maio, onde deveria participar nas celebrações de Nossa Senhora da Luz e do Dia do Município.
Joana Rosa afirmou ter entendido que, perante a dimensão da tragédia, a sua presença no Fogo poderia representar maior conforto às famílias e à comunidade.
“Vir ao Fogo traria conforto”, justificou a candidata presidencial, sublinhando que a solidariedade, através da presença, de um abraço ou de um aperto de mão, não elimina a dor das famílias, mas pode contribuir para aliviar o sofrimento e transmitir algum ânimo neste momento particularmente difícil.
Joana Rosa defendeu, por outro lado, que, ultrapassada a fase de emergência e solidariedade, caberá às autoridades apurar as causas do acidente e identificar as vulnerabilidades que contribuíram para a sua ocorrência, adoptando medidas para eliminar ou reduzir os riscos identificados.
Para a pré-candidata, a protecção da vida humana exige uma actuação permanente na prevenção e maior responsabilidade colectiva, de modo a evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.
JR/JMV
Inforpress/Fim
Partilhar