Joana Rosa agradece apoio do MpD mas diz que candidatura nasceu da sociedade civil

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Joana Rosa agradece apoio do MpD mas diz que candidatura nasceu da sociedade civil
31/08/26 - 08:15 pm

Cidade da Praia, 31 Ago (Inforpress) – A ex-ministra da Justiça Joana Rosa agradeceu hoje o apoio do MpD à sua candidatura presidencial, mas afirmou que o projecto nasceu de uma vontade mais ampla da sociedade civil cabo-verdiana.

Joana Rosa falava esta tarde, em conferência de imprensa, na sequência da decisão da Direção Nacional do Movimento para a Democracia (MpD) de apoiar, com 85% dos votos dos seus membros, a sua candidatura à Presidência da República.

“Recebo este apoio com humildade, sentido de responsabilidade e profunda consciência da sua importância. Numa eleição presidencial, a fundação de uma candidatura deve estar sempre no pulsar da sociedade, nos apoios que dela surgem de forma espontânea e, sobretudo, na convicção de servir e de marcar a diferença”, afirmou.

A candidata explicou que a sua candidatura surge da necessidade de uma nova atitude e responsabilidade institucional na Presidência da República.

Joana Rosa destacou a importância dos apoios que surgem ao longo da caminhada e sublinhou que o apoio expresso de forma “esmagadora” pela sua “família política” assume particular relevância, tendo em conta o seu percurso político.

“Valorizo a confiança que a Direção Nacional do MpD manifestou e assumo esse apoio como um compromisso acrescido de responsabilidade perante Cabo Verde”, afirmou.

Entretanto, realçou que a candidatura pretende representar uma vontade mais ampla da sociedade cabo-verdiana, acolher diferentes sensibilidades e falar a todos os cabo-verdianos.

“Estamos a construir uma candidatura que se constitui como uma plataforma aberta, plural e agregadora, capaz de juntar quem pensa de forma diferente, quem tem percursos diferentes e quem, acima de tudo, acredita que Cabo Verde pode fazer mais e melhor”, acrescentou.

Para Joana Rosa, Cabo Verde precisa de equilíbrio e de uma democracia em que o poder não se concentre “em absoluto do mesmo lado”, as instituições funcionem com independência, os poderes se fiscalizem e complementem e nenhuma maioria, “por legítima que seja”, se transforme numa concentração excessiva de poder.

Neste sentido, prometeu implementar um novo modelo de exercício presidencial, que marque a diferença na relação com a sociedade e com o Estado, na concepção do poder e, sobretudo, na forma de servir.

Disse querer ser uma Presidente que dialogue com os cidadãos, valorize as instituições e saiba exercer, com independência e firmeza, as competências que a Constituição lhe confere.

Apesar de ser, até ao momento, a única mulher a anunciar a candidatura à Presidência da República, Joana Rosa disse não se sentir intimidada, assumindo-se como uma mulher de desafios, que gosta de trabalhar e de servir o país.

“Eu acho que os cabo-verdianos devem apoiar esta candidatura não só por ser mulher, mas por ser uma candidata que oferece o perfil da candidata e aquilo que já fez e demonstrou. Acho que é suficiente para o país avaliar e confiar naquilo que a candidata Joana Rosa é capaz de fazer na Presidência da República”, afirmou.

As eleições presidenciais em Cabo Verde estão marcadas para 15 de Novembro, enquanto o prazo para a apresentação das candidaturas termina em 16 de Setembro.

Até ao momento, manifestaram publicamente a intenção de concorrer Joana Rosa, Casimiro de Pina, Milton Paiva, Péricles Tavares, Manuel de Pina, Fernando Delgado e Gilson Alves, este último o único a entregar formalmente a candidatura no Tribunal Constitucional.

O actual Presidente da República, José Maria Neves, ainda não confirmou se será recandidato, afirmando que a sua prioridade continua a ser o exercício do mandato.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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