
Mindelo, 26 Ago (Inforpress) – O Siacsa anunciou hoje, no Mindelo, uma greve dos trabalhadores de segurança privada, de 04 a 07 de Setembro, para exigir o cumprimento da nova tabela salarial, das obrigações perante o INPS e melhores condições laborais.
Em conferência de imprensa, o coordenador do sindicato em São Vicente, Heidy Ganeto, alertou para o que considera ser uma situação preocupante no sector da segurança privada, com incumprimentos, por parte de algumas empresas, da nova tabela salarial dos vigilantes, em vigor desde 01 de Julho último,.
Segundo o sindicalista, os trabalhadores devem receber os salários e demais direitos previstos na nova tabela, pelo que apelou às empresas para regularizarem imediatamente qualquer situação de incumprimento.
Outra preocupação prende-se com as obrigações das empresas perante o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), tendo o sindicato indicado a necessidade de garantir que os descontos dos trabalhadores sejam devidamente processados.
O Siacsa chamou igualmente a atenção do Governo para reforçar a fiscalização às empresas de segurança privada, nomeadamente no que diz respeito ao pagamento dos salários, cumprimento dos horários, condições de trabalho, legislação laboral e demais obrigações legais.
“Não estamos a pedir privilégios, estamos a pedir fiscalização, cumprimento da lei e respeito pelos trabalhadores”, afirmou Heidy Ganeto, para quem as empresas que cumprem as suas obrigações não devem ser prejudicadas por uma concorrência baseada no incumprimento dos direitos laborais.
Relativamente à greve, o sindicato informou que a paralisação está prevista para as empresas Sepricaf, Silmac e Sonasa, abrangendo os vigilantes que decidirem aderir ao protesto.
Hediy Ganeto salientou, entretanto, que trabalhadores não sindicalizados também podem aderir à greve, nos termos da lei, e manifestou abertura para trabalhar em conjunto com outros sindicatos e trabalhadores para reforçar a mobilização.
O sindicalista revelou ainda que está a tentar reunir-se com o ministro da Administração Interna para apresentar as dificuldades enfrentadas pelo sector e voltou a criticar a fiscalização existente.
“Já é a segunda vez que o Governo cria a tabela salarial e o Estatuto dos Vigilantes e as empresas não cumprem”, afirmou Heidy Ganeto, que voltou a pedir uma intervenção mais firme das autoridades.
Garantiu que a greve “não foi uma decisão tomada de forma leviana” e espera que, até ao início da paralisação, seja possível estabelecer um diálogo entre trabalhadores, empresas e entidades competentes para encontrar soluções para as reivindicações.
“Por detrás de cada vigilante existe um trabalhador, uma família e uma responsabilidade social. Salários justos, protecção social e condições dignas de trabalho não são privilégios, são direitos”, sustentou.
LN/JMV
Inforpress/Fim
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