
Praia, 27 Jul (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo de Carvalho, afirmou hoje que o mandato para os próximos quatro anos dará prioridade ao reforço da saúde, do voluntariado e da sustentabilidade institucional.
Segundo Arlindo de Carvalho, os eixos definidos no plano estratégico e no programa de mandato, aprovados pelos membros da organização, têm como denominador comum "as comunidades e as pessoas", procurando responder aos desafios impostos pelo actual contexto internacional.
O presidente da CVCV fez estas declarações à imprensa à margem da cerimónia de posse dos órgãos superiores da instituição, presidida pelo Presidente da República, José Maria Neves.
"O mundo atravessa um momento muito difícil e regista-se uma combinação de crises, resultantes tanto da natureza como da acção humana", afirmou, defendendo que a CVCV terá de responder a esses desafios e mobilizar o voluntariado e os parceiros para reduzir os impactos dessas crises no País.
Entre as prioridades do novo mandato, destacou o reforço da área da saúde, através da continuidade de projectos estruturantes já em fase de implementação.
Neste âmbito, anunciou que o laboratório de análises clínicas deverá entrar em funcionamento em breve, bem como um centro clínico e uma unidade de assistência pré-hospitalar, cujos processos de instalação se encontram numa fase avançada.
Referiu ainda que a Escola Nacional de Saúde e Cuidados já está em funcionamento, assegurando a formação de colaboradores da Cruz Vermelha, parceiros institucionais, empresas e outros profissionais que necessitam de conhecimentos na área dos primeiros socorros e dos cuidados de saúde.
Arlindo de Carvalho defendeu igualmente o reforço das capacidades institucionais da organização e da sua sustentabilidade financeira, considerando estas áreas essenciais para garantir uma resposta mais eficaz às necessidades da população, sobretudo dos grupos mais vulneráveis.
Nesse sentido, informou que a instituição iniciou hoje uma semana de partilha de conhecimentos com especialistas da Federação Internacional das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, envolvendo os novos dirigentes nacionais e os responsáveis dos conselhos locais.
O objectivo, explicou, é reforçar as competências dos dirigentes para que possam apoiar as autoridades locais e prestar uma assistência mais eficaz às comunidades, com especial atenção às camadas mais vulneráveis da população cabo-verdiana.
Entre os membros dos órgãos superiores da CVCV figura apenas uma mulher, Ângela Vaz.
LC/JMV
Inforpress/Fim
Partilhar