Porto Novo: Agricultores esperam do novo governo a operacionalização do entreposto agrícola no Tarrafal de Monte Trigo

Inicio | Economia
Porto Novo: Agricultores esperam do novo governo a operacionalização do entreposto agrícola no Tarrafal de Monte Trigo
27/06/26 - 05:11 pm

Porto Novo, 27 Jun (Inforpress) – Os agricultores do Tarrafal de Monte Trigo, no município do Porto Novo, esperam do novo Governo a operacionalização, "o quanto antes", do entreposto agrícola local, construído há dois anos, informou hoje a associação de classe. 

A Associação dos Agricultores do Tarrafal de Monte Trigo informou que, dois anos após a sua construção, o entreposto agrícola continua de portas fechadas, desconhecendo-se os motivos desta situação.

A Inforpress constatou que o entreposto está equipado e o pessoal foi formado para trabalhar neste espaço, que dispõe também de uma viatura apropriada para o transporte dos produtos.

O presidente da associação dos agricultores, Manuel Évora, disse que os produtores agrícolas aguardam com ansiedade a operacionalização do entreposto agrícola, construído para apoiar os produtores no tratamento e comercialização dos produtos.

Os agricultores acreditam que esta infra-estrutura irá dar todo o suporte aos produtores na agregação de valores aos seus produtos e na conquista de novos mercados, pelo que pedem a operacionalização deste centro de inspecção e tratamento de produtos agrícolas.

O entreposto agrícola foi construído no quadro do projecto agrícola do Tarrafal de Monte Trigo, financiado pelo Governo, através do Programa de Promoção de Actividades Socioeconómicas Rurais (Poser).

A infra-estrutura foi construída para facilitar o escoamento dos excedentes agrícolas, que tem sido condicionada devido ao embargo imposto há 40 anos aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa da praga dos mil-pés.

Tarrafal de Monte Trigo é um dos maiores produtores de inhame em Cabo Verde, mas os produtores têm tido dificuldades na colocação do produto no mercado nacional devido ao embargo.

Os agricultores de Alto Mira desejam também a instalação de um centro de tratamento pós-colheita, segundo a associação de classe.

JM/CP

Inforpress/Fim

Partilhar