
Mindelo, 21 Jun (Inforpress) – O partido Pessoas Trabalho e Solidariedade (PTS) criticou hoje a composição da nova Assembleia Nacional e do novo Governo, considerando que a actual configuração dá continuidade à “velha política” que exclui jovens e mulheres dos centros de decisão.
Através de uma nota, após a posse dos novos órgãos de soberania, o partido liderado por Jónica Brito afirmou que os resultados das eleições legislativas de 17 de Maio demonstram uma reduzida representação da juventude, apontando que, dos 72 deputados eleitos, apenas quatro têm menos de 40 anos.
Para o PTS, esta realidade traduz uma “exclusão geracional escancarada” e afasta o parlamento das preocupações dos mais jovens, nomeadamente questões ligadas ao desemprego, à pobreza e às dificuldades enfrentadas por uma parte significativa da população.
O partido manifestou igualmente descontentamento com a composição do novo executivo liderado por Francisco Carvalho.
Recordou que o primeiro-ministro havia prometido um Governo “magro e enxuto”, com entre 11 e 14 membros, mas apresentou um gabinete composto por 18 elementos, com apenas três mulheres e sem jovens entre os principais responsáveis governativos.
“Nós lutamos pelo fim do bipartidarismo, mas o que vemos é a manutenção da velha política, agora com menos diversidade e mais exclusão. A alternância que defendemos não chegou, ainda”, escreveu o PTS.
Apesar de não ter conseguido eleger deputados, o partido garantiu que continuará a acompanhar a governação e a denunciar aquilo que considera serem falhas do sistema político.
“A juventude não cabe nas estatísticas deste Governo, mas cabe na nossa luta”, referiu o comunicado, no qual o PTS defendeu ainda que Cabo Verde “merece mais”, com maior participação de jovens, mulheres e novas visões para o futuro do País.
CD/ZS
Inforpress/Fim
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