Novo Governo: PP defende prudência na avaliação do novo Executivo e pede tempo para aferir resultados

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Novo Governo: PP defende prudência na avaliação do novo Executivo e pede tempo para aferir resultados
21/06/26 - 11:40 am

Cidade da Praia, 21 Jun (Inforpress) – O presidente do Partido Popular (PP), Amândio Barbosa Vicente, defendeu hoje que “ainda é muito cedo” para avaliar o novo Governo, considerando necessário aguardar alguns meses para analisar o desempenho dos seus membros e os resultados alcançados.

Em declarações à Inforpress, o líder do PP afirmou que, nesta fase inicial, qualquer apreciação sobre a competência dos membros do Governo constituiria um “pré-julgamento”, uma vez que os governantes ainda não tiveram tempo para assumir plenamente as suas funções e apresentar resultados.

“Tudo é uma incógnita neste momento. É dar tempo ao tempo, esperar que as pessoas tomem conta dos seus cargos e, depois, avaliar”, sustentou.

Apesar de evitar juízos sobre os nomes escolhidos para integrar o Executivo, Amândio Barbosa Vicente vincou como aspecto positivo a redução do número de governantes em relação ao anterior Governo, observando que a medida está em consonância com os compromissos assumidos por Francisco Carvalho durante a campanha eleitoral.

“É um Governo com menos pessoas do que o anterior e, nesse aspecto, está a cumprir aquilo que vinha defendendo durante a campanha. Não há como questionar essa opção”, afirmou.

Questionado sobre a capacidade do novo Executivo para responder aos desafios do país nas áreas da economia, emprego, saúde e segurança, o presidente do PP reiterou que prefere aguardar pelos primeiros resultados antes de formular críticas ou elogios.

Ainda assim, manifestou expectativa de que sejam introduzidas reformas no sector da saúde, nomeadamente no que respeita à revisão da taxa moderadora, tema que, segundo recordou, foi alvo de críticas por parte do actual primeiro-ministro durante os debates políticos.

Amândio Barbosa Vicente considerou que uma eventual revisão do regime das taxas moderadoras poderá representar o reconhecimento de falhas existentes e contribuir para melhorar o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde.

Relativamente à economia e às restantes áreas governativas, o dirigente partidário disse não dispor, para já, de elementos que permitam uma avaliação fundamentada.

“Não tenho condições para fazer nenhuma avaliação negativa do Governo, nem quanto à estrutura, nem quanto às pessoas que foram nomeadas. Dentro de três ou seis meses já poderemos começar a fazer a nossa avaliação”, declarou.

O presidente do PP concluiu manifestando o desejo de que o novo Executivo consiga alcançar resultados positivos, em benefício da melhoria das condições de vida da população cabo-verdiana.

KA/ZS

Inforpress/Fim

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