
Santa Maria, 18 Jun (Inforpress) – A oitava edição do Festival Literatura Mundo Sal (FLMSal) arrancou hoje na ilha do Sal, reforçando a aposta na internacionalização da literatura cabo-verdiana e no diálogo cultural entre países ligados pelo Atlântico.
Na cerimónia de abertura, o curador do festival, Filinto Elísio, a leitora do Instituto Guimarães Rosa do Brasil, Carina Gomes, e o presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, destacaram o papel do FLMSal na projecção internacional de Cabo Verde e no fortalecimento das ligações culturais no espaço atlântico.
Filinto Elísio considerou que a oitava edição representa a consolidação de um projecto iniciado em 2017, afirmando que a ilha do Sal passou a integrar os circuitos literários nacionais e internacionais como um espaço de reflexão e convivência em torno da literatura.
Segundo o responsável, a estratégia do festival passa agora pelo reforço das suas extensões internacionais, depois de iniciativas realizadas no Brasil, Itália, França e Portugal, estando previstas novas actividades em Angola e no Senegal.
Por sua vez, Carina Gomes classificou o FLMSal como um dos mais relevantes encontros literários de Cabo Verde, sublinhando os laços históricos e culturais entre Cabo Verde e o Brasil, assentes na língua portuguesa, na literatura, na música e na educação.
A representante do Instituto Guimarães Rosa destacou ainda a escolha dos homenageados desta edição, considerando-a simbólica da circulação de saberes e da proximidade cultural entre os dois países.
O festival homenageia este ano Nha Nacia Gomi, referência da tradição oral e do cancioneiro cabo-verdiano, e o poeta brasileiro Manoel de Barros, reconhecido pela sua obra inspirada no Pantanal.
Já o presidente da Câmara Municipal do Sal reiterou o compromisso da autarquia com iniciativas culturais que contribuam para afirmar a ilha como um centro de referência literária e artística.
O FLMSal prossegue nos próximos dias com debates, apresentações de livros, conferências e encontros entre autores e leitores, sob o lema “Poéticas da Terra”.
NA/JMV
Inforpress/fim
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