Brava: João Cardoso vence final nacional do Concurso de Leitura na categoria dos 16 aos 18 anos

Inicio | Cultura
Brava: João Cardoso vence final nacional do Concurso de Leitura na categoria dos 16 aos 18 anos
12/06/26 - 09:19 pm

Nova Sintra, 12 Jun (Inforpress) – João Cardoso, aluno da Escola Salesiana de São Vicente, venceu hoje a final da quarta edição do Concurso Nacional de Leitura, na categoria dos 16 aos 18 anos, realizada na ilha Brava.

A final decorreu na Escola Eugénio Tavares e reuniu representantes de estabelecimentos de ensino de várias ilhas do país, numa iniciativa destinada a promover hábitos de leitura, reforçar competências de interpretação e estimular o pensamento crítico entre crianças e jovens.

Nas restantes categorias, os vencedores foram Felipe Rosário, da Escola Portuguesa de Mindelo, na faixa dos oito aos nove anos, Luana Sousa, do Centro Educativo Miraflores, da Praia, entre os 10 e os 12 anos, e Larice Moniz, da Escola Básica Luciano Garcia, de São Lourenço dos Órgãos, na categoria dos 13 aos 14 anos.

Em declarações aos jornalistas, João Cardoso manifestou satisfação pela conquista e atribuiu o resultado à sua fé e ao empenho dedicado à preparação para o concurso.

O estudante defendeu também um maior incentivo à leitura entre os jovens, considerando que a prática contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e do conhecimento.

Segundo o vencedor, todos os concorrentes devem ser considerados vencedores pela coragem demonstrada ao longo da competição, que envolveu mais de cinco mil participantes em todo o país.

A presidente da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Matilde Santos, classificou a final como um momento marcante para a promoção da leitura e destacou o desempenho dos participantes de todas as ilhas do arquipélago.

A responsável considerou que o concurso demonstra a capacidade dos jovens cabo-verdianos e contraria a ideia de um afastamento crescente dos adolescentes em relação aos livros.

Matilde Santos salientou igualmente a importância da realização da final na Brava, defendendo que a escolha da ilha reforça o processo de descentralização das actividades culturais e educativas.

Segundo a presidente da Biblioteca Nacional, a organização conseguiu mobilizar cerca de 80 pessoas para o evento, demonstrando que iniciativas desta dimensão podem ser realizadas em qualquer ponto do país.

A responsável agradeceu ainda o apoio dos parceiros e patrocinadores e apelou à continuidade do concurso, sublinhando o papel dos jovens participantes como exemplo para futuras gerações de leitores.

DM/JMV

Inforpress/Fim

Partilhar