
Nova Sintra, Brava, 03 Jun (Inforpress) – A situação dos vectores de mosquitos na ilha Brava encontra-se controlada, graças à monitorização permanente dos reservatórios de água e à utilização de peixes gambusia no combate às larvas, assegurou hoje o responsável pelo programa anti-vectorial.
Em declarações à Inforpress, David Sanches explicou que os principais reservatórios existentes no município estão sob vigilância contínua e que a estratégia adoptada privilegia a utilização de peixes gambusia em vez de produtos químicos.
Segundo o ponto focal do programa de luta anti-vectorial, a ilha não apresenta motivos de preocupação relativamente à presença de vectores de mosquitos, uma vez que os locais considerados mais críticos permanecem sob controlo.
“Na ilha Brava não temos nada a reclamar sobre o registo de vectores de mosquitos, porque actualmente os nossos grandes reservatórios existentes no município estão todos controlados. Trabalhamos, na maioria das vezes, com peixes gambusia em vez de medicamentos”, afirmou.
De acordo com o responsável, os peixes têm revelado maior eficácia no combate às larvas, sobretudo por dispensarem a reposição frequente exigida pelos produtos químicos.
“Os peixes dão-nos mais eficácia do que os medicamentos, porque com os medicamentos temos de repor a cada 90 dias, mas os peixes apenas se reforçam de vez em quando”, explicou.
David Sanches reconheceu, contudo, que a permanência dos peixes nos reservatórios nem sempre está garantida, devido à captura por algumas crianças.
“Os peixinhos, às vezes, colocamos em determinados locais, mas os meninos costumam capturá-los e, por isso, o reforço é necessário”, acrescentou.
O responsável informou ainda que foi concluído recentemente o levantamento trimestral de dados entomológicos na ilha, cujos resultados serão remetidos ao Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) para análise e identificação das espécies de mosquitos existentes.
Entretanto, os serviços de luta anti-vectorial continuam a desenvolver acções de controlo dos reservatórios de água e trabalham já na preparação da época das chuvas.
Nesse âmbito, está prevista a realização de um encontro com instituições parceiras para planificar campanhas de limpeza, eliminação de focos de vectores e outras actividades de prevenção.
“Já estamos a preparar uma reunião com os nossos parceiros, que todos os anos abraçam esta causa através de campanhas de limpeza, controlo de focos de vectores e outras actividades de prevenção”, referiu.
David Sanches apelou ainda ao envolvimento da população, considerando que o combate aos vectores depende da participação de toda a comunidade.
“Apelamos à população para fazer a sua parte, porque juntos iremos mais longe”, concluiu.
DM/JMV
Inforpress/Fim
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