Ilha do Sal: ICCA alerta para riscos da rua e apela ao envolvimento de todos na protecção das crianças

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Ilha do Sal: ICCA alerta para riscos da rua e apela ao envolvimento de todos na protecção das crianças
01/06/26 - 11:43 am

Espargos, 01 Jun (Inforpress) – A delegada do ICCA no Sal alertou hoje para os perigos a que as crianças estão expostas na rua e apelou ao envolvimento de toda a sociedade na sua protecção e acompanhamento.

As declarações foram feitas por Queila Soares à margem de uma marcha de sensibilização realizada na ilha do Sal para assinalar o Dia Internacional das Crianças, celebrado hoje sob o lema “Criança fora da rua – mais do que um direito, uma responsabilidade de todos”.

A responsável do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) manifestou satisfação com a realização da iniciativa, mas considerou que a adesão da população, das famílias e das próprias crianças ficou aquém do desejado.

Segundo a delegada, a situação das crianças que permanecem nas ruas continua a constituir uma preocupação para a instituição, sobretudo numa ilha com forte vocação turística.

“A rua é um lugar de muitos estímulos para más influências. Sendo o Sal uma ilha turística, este contexto exige um cuidado redobrado”, afirmou.

Queila Soares advertiu que, para além da mendicidade, existem outros riscos associados à permanência prolongada de menores na via pública sem supervisão adequada.

Defendeu, por isso, que a rua deve ser apenas um espaço ocasional de lazer, em períodos e horários definidos e sob vigilância dos adultos.

“A rua pode ser palco de brincadeiras, supervisionada, em tempos passageiros e horários determinados. O lugar da criança é na família, é na escola”, reforçou.

A delegada salientou ainda que o desenvolvimento saudável das crianças exige protecção, afecto, acompanhamento e definição de limites, responsabilidades que, disse, devem começar no seio familiar.

Aproveitando a efeméride, lançou um apelo à consciencialização e responsabilização colectiva, defendendo que todos os cidadãos devem intervir sempre que identifiquem uma criança em situação de risco.

“Não se pode pensar que não nos diz respeito só porque não é nosso filho. É um cidadão que amanhã continuará a trabalhar neste país. Temos de ter essa responsabilidade e o compromisso de agir para proteger os nossos meninos”, afirmou.

A responsável alertou igualmente para as consequências do enfraquecimento das estruturas familiares e do abandono das crianças à sua própria sorte, considerando que essas situações podem ter impactos negativos no futuro do país.

A marcha teve como objectivo sensibilizar instituições, organizações da sociedade civil, famílias e comunidades para a necessidade de reforçar as acções de prevenção, protecção e reintegração social de crianças em situação de rua ou vulnerabilidade.

NA/JMV

Inforpress/Fim

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