
Cidade da Praia, 29 Mai (Inforpress) – A geração de finalistas de 1976 do Liceu Domingos Ramos assinalou esta tarde, na Cidade da Praia, 50 anos após a conclusão do ensino secundário, com um encontro marcado por debate, lançamento de livro e doações à instituição.
O evento, realizado no próprio liceu, reuniu antigos alunos, professores e familiares num momento de partilha de memórias, reflexão sobre o percurso da geração e reconhecimento do papel desempenhado no pós-independência de Cabo Verde.
O programa incluiu uma mesa-redonda dedicada ao legado da turma de 1976, que procurou revisitar experiências da época e discutir o contributo dos antigos estudantes para o desenvolvimento do país nas últimas cinco décadas.
Durante a cerimónia foi igualmente lançado o livro “Finalistas 1976, Memórias 50 anos depois”, coordenado por Dina Curado e construído a partir de contributos de vários antigos alunos, recolhidos em debates e partilhas realizadas num grupo de WhatsApp.
A obra reúne memórias individuais e colectivas, retrata o contexto político e social de Cabo Verde em 1976, um ano após a independência, e revisita o papel da escola enquanto espaço de formação de uma geração que acompanhou a transição do país.
O programa ficou também marcado por um gesto de solidariedade para com a actual comunidade educativa, com a entrega de uma tela artística, projectores de vídeo e o financiamento de três prémios escolares destinados aos melhores alunos do liceu.
Em declarações à Inforpress, Gunga Tolentino, membro da comissão organizadora, explicou que a iniciativa nasceu de forma espontânea através das redes sociais, permitindo o reencontro de antigos colegas dispersos pelo arquipélago e pela diáspora.
Segundo o responsável, dos 57 alunos que concluíram o liceu em 1976, seis já faleceram, estando actualmente vivos 51, dos quais 41 participaram presencialmente na celebração na Cidade da Praia.
“É muita emoção, porque nós éramos de facto muito unidos”, afirmou, sublinhando que o reencontro permitiu recuperar laços interrompidos ao longo de décadas.
A iniciativa foi descrita pelos promotores como mais do que um momento de nostalgia, assumindo também um carácter de registo histórico de uma geração que viveu os primeiros anos da independência nacional.
SC/JMV
Inforpress/Fim
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