Ilha do Sal: Prisão preventiva para 10 detidos na “Operação Aurora”

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Ilha do Sal: Prisão preventiva para 10 detidos na “Operação Aurora”
29/05/26 - 05:22 pm

Espargos, 29 Mai (Inforpress) – O Tribunal Judicial da Comarca do Sal decretou hoje prisão preventiva para 10 dos 14 detidos na “Operação Aurora”, suspeitos de integrarem uma rede de abuso e exploração sexual de menores na ilha.

A decisão foi conhecida no final das audições dos arguidos, decorridas sob forte aparato policial nas imediações do tribunal, situação que condicionou o trabalho dos jornalistas destacados para a cobertura do caso.

Além das barreiras físicas e do controlo policial montado no local, uma advogada de defesa tentou ainda orientar a actuação dos profissionais da comunicação social presentes.

Segundo informações apuradas pela Inforpress, aos restantes quatro arguidos foram aplicadas medidas cautelares de apresentação periódica às autoridades, interdição de saída do país, obrigação de permanência na ilha do Sal e proibição de contacto com as vítimas.

De acordo com uma nota da Polícia Judiciária (PJ), a alegada rede criminosa operava de forma continuada na ilha do Sal desde 2023, envolvendo vítimas menores de 14 anos.

A “Operação Aurora” foi desencadeada terça-feira, 26, pelo Departamento de Investigação Criminal do Sal da PJ, em articulação com o Comando Regional da Polícia Nacional.

A operação culminou na detenção, fora de flagrante delito, de 14 homens, com idades entre os 17 e os 79 anos, de nacionalidades cabo-verdiana, espanhola e britânica, residentes em Santa Maria, Murdeira e Espargos.

As investigações tiveram início em Julho de 2025, após denúncias relacionadas com crimes sexuais contra crianças.

No âmbito da operação, a Brigada de Investigação de Crimes Contra Pessoas efectuou buscas domiciliárias em quatro residências, tendo apreendido materiais considerados relevantes para o processo.

Na mesma nota, a PJ justificou as restrições à divulgação de informações sobre o caso com a necessidade de proteger a identidade das vítimas menores, assegurando adoptar “cuidados acrescidos” em processos desta natureza.

As investigações prosseguem sob coordenação das autoridades competentes.

NA/JMV

Inforpress/Fim

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