
Pequim, 24 Set (Inforpress) – O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu hoje que China e Estados Unidos devem ser “parceiros, e não rivais” e apelou à cooperação entre as duas potências, na véspera das aguardadas conversações com o homólogo norte-americano, Donald Trump.
Numa mensagem divulgada pela agência de notícias chinesa Xinhua, acrescentou que "os povos chinês e norte-americano mantêm há muito intercâmbios amistosos e os nossos interesses estão estreitamente ligados".
As declarações surgiram na véspera das aguardadas conversações entre os líderes da China e dos Estados Unidos, que trocaram um aperto de mão à chegada de Xi Jinping a Washington.
As discussões deverão abordar o comércio, a concorrência tecnológica - em particular no domínio da Inteligência Artificial - e o apoio de Pequim ao Irão.
O presidente chinês disse também estar "ansioso por manter conversações aprofundadas com o presidente Trump sobre as principais questões relativas às nossas relações bilaterais e à situação mundial", segundo a Xinhua.
Os dois países devem "trabalhar em conjunto para promover uma relação estável, tendo a cooperação como principal pilar, a concorrência dentro de limites razoáveis, divergências controláveis e perspetivas pacíficas", afirmou Xi.
Numa referência ao lema de Donald Trump, o líder chinês acrescentou que "o grande rejuvenescimento da nação chinesa e o objetivo de tornar a América novamente grandiosa podem perfeitamente avançar lado a lado".
Os analistas políticos não esperam avanços significativos na visita, prevendo que esta resulte apenas numa prorrogação da trégua comercial que expira em novembro e num acordo para analisar as ameaças da Inteligência Artificial.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, esteve ontem reunido com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
Ambos terão concordado em prorrogar até dia 10 de janeiro o acordo que suspendeu a guerra comercial que chegou a contemplar tarifas mútuas que ultrapassavam os 100 por cento (%).
Fontes da agência Reuters disseram que as conversações também poderão resultar em acordos para reduzir algumas tarifas, combater o tráfico de droga e alargar o diálogo entre as forças armadas.
Trump poderá também procurar a libertação de cidadãos americanos detidos na China.
Inforpress/Lusa
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