
Mindelo, 27 Jul (Inforpress) – As duplas dos Países Baixos vencedoras da segunda edição do circuito internacional de voleibol de praia, disputado em São Vicente, destacaram o ambiente criado pelo público e a organização da prova, que classificaram como “experiência inesquecível”.
Na competição feminina, as campeãs, que venceram a final disputada na noite de domingo, 26, na praia da Laginha, entre duas duplas dos Países Baixos, admitiram que o encontro foi exigente, sobretudo por se tratar de adversárias que se conhecem bem.
“Foi muito bom. Nunca tínhamos jogado à noite, com este ambiente, música, luzes e tantas pessoas a apoiar. Foi uma experiência muito especial”, sustentou Jill de Groot.
As atletas reconheceram que o início da partida foi o momento mais complicado, devido à adaptação às condições de iluminação e ao ritmo do jogo, mas garantiram que conseguiram encontrar soluções ao longo da final.
Sobre a passagem por São Vicente, mostraram-se rendidas ao entusiasmo dos adeptos.
“Adorámos jogar aqui. As pessoas vivem o jogo connosco, gritam, apoiam e criam um ambiente fantástico. Foi uma experiência excelente e definitivamente vamos voltar”, sublinhou Leanne Van Vegten.
Na final masculina, também disputada por duas duplas dos Países Baixos, os campeões revelaram que começaram o jogo nervosos, mas conseguiram recuperar após perderem o primeiro set.
“Entrámos um pouco nervosos, mas no segundo set encontrámos o nosso ritmo e aproveitámos alguns erros dos adversários. A partir daí conseguimos assumir o controlo do jogo”, explicou Thijmen Heemskerk.
Segundo os vencedores, o vento foi um dos principais obstáculos da partida, obrigando a ajustes no serviço e na recepção.
A dupla apontou ainda o espírito de equipa e a capacidade de adaptação como factores decisivos para a conquista do título.
“Jogámos juntos, trabalhámos muito e fomos encontrando soluções para lidar com o serviço forte dos adversários”, referiram.
Na estreia em São Vicente, os campeões masculinos confessaram ter ficado surpreendidos com o ambiente da ilha e com o calor humano.
“É tudo muito diferente do nosso país, mas quando nos habituamos já não queremos ir embora. E com este público a apoiar, torna-se ainda melhor”, concluiu Calvin Ooms.
Do lado da organização, a Federação Cabo-verdiana de Voleibol (FCV) fez “um balanço positivo” da segunda edição do Circuito Internacional de Voleibol de Praia, em São Vicente, tendo como próximo objectivo elevar a prova à categoria de Challenger.
Em declarações à Inforpress, o presidente da FCV, António Rodrigues, momentos antes da final da competição, considerou que a organização cumpriu o principal objectivo desta edição, ao garantir a continuidade do circuito internacional.
LN/AA
Inforpress/Fim
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