
Cidade da Praia, 03 Nov (Inforpress) – A vice-reitora para a área académica da Uni-CV, Elga Carvalho, enalteceu hoje a importância de uma rede de apoio partilhada para garantir autonomia, dignidade e qualidade de vida das pessoas idosas.
Ao intervir na abertura do segundo seminário internacional “Cuidar em rede: pessoa idosa com dependência funcional e o seu cuidador na comunidade”, a mesma fonte salientou que o envelhecimento exige respostas integradas, capazes de garantir apoio tanto às pessoas idosas como aos seus cuidadores.
Segundo Elga Carvalho, os cuidadores enfrentam desafios emocionais, físicos e económicos, muitas vezes sem disporem de conhecimentos ou recursos suficientes para assegurar esse acompanhamento.
Nesse sentido, sublinhou, cuidar em rede significa construir responsabilidades partilhadas, garantindo que nenhuma pessoa envelheça sozinha e que nenhum cuidador tenha de assumir essa responsabilidade sem apoio.
Elga Carvalho associou ainda o cuidado à morabeza cabo-verdiana, que, segundo explicou, representa a hospitalidade, a solidariedade, a proximidade humana e a capacidade de acolher o outro.
Uma sociedade verdadeiramente desenvolvida, continuou, não deve ser avaliada apenas pelo aumento da esperança de vida, mas também pela qualidade de vida, autonomia e dignidade que proporciona à sua população.
A vice-reitora destacou igualmente o papel da universidade pública na produção de conhecimento científico capaz de apresentar soluções concretas para os desafios da sociedade, realçando a importância da cooperação internacional e da investigação nesta área.
Manifestou ainda a expectativa de que o seminário contribua para identificar soluções inovadoras, modelos de apoio comunitário e estratégias de valorização dos cuidadores, bem como novas propostas que possam inspirar políticas públicas e práticas de cuidado “mais humanas, inclusivas e sustentáveis”.
O segundo seminário internacional reúne investigadores de Cabo Verde, Brasil, Portugal e Reino Unido para refletir sobre os desafios da dependência funcional na população idosa e o papel dos cuidadores na comunidade.
CG/AA
Inforpress/Fim
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