
Cidade da Praia, 04 Abr (Inforpress) – Alguns utentes manifestaram-se hoje insatisfeitos com o atendimento nos serviços de laboratórios de análises clínicas, no Hospital Agostinho Neto, e sugerem a implementação de práticas que valorizem, especialmente, a comunicação e o respeito.
A Inforpress, que se encontrava no local, constatou a insatisfação de várias pessoas, homens e mulheres com crianças ao colo, em jejum, esperando a sua vez.
Em tom de desabafo, Alcinda Mendes, que trazia uma criança de três anos, conta que estavam lá desde as 8:00 e já eram 09:45, encontravam-se sem tomar o pequeno almoço, sem comer nada, conforme recomendado.
“Mas é tempo demais para uma criança estar sem comer. Quem fala de crianças fala também de idosos que estão cá na mesma penitência, enquanto vão chamando quem querem, pessoas conhecidas ou de suas amizades… não pode”, exteriorizou, compreendendo que um dos principais aspectos a serem considerados no atendimento ao paciente nos laboratórios de análises clínicas, quer público quer privado é a qualidade do serviço prestado.
Segundo a mesma fonte, os profissionais dessa área, no caso concreto, devem ser mais delicados, educados e treinados para oferecer um atendimento amável, cuidadoso e eficiente, para que os utentes que procuram esses serviços se sintam bem acolhidos durante todo o processo, mormente numa situação de moléstia e indisposição.
“A gente vem à procura de saúde, mas é capaz de sair mais doente do que entrou devido ao mau atendimento neste lugar. Parece que estão a fazer algum favor, em vez de atender às necessidades e expectativas dos utentes de forma eficiente e cordial. Se calhar estão no sítio errado”, exteriorizou.
Manuel Augusto, que disse também estar ali havia várias horas e sem comer, desaprova a forma como as pessoas são “ignoradas” no laboratório de análises clínicas, defendendo a implementação de práticas que valorizem o respeito, qualidade e comunicação.
“O atendimento desempenha um papel fundamental na satisfação dos pacientes/utentes. Os profissionais que trabalham nesses locais de atendimento público, particularmente da saúde, devem ser preparados e dispostos para prestar um serviço de qualidade. Ao que parece não se importam…e vão passando pessoas à frente das outras sem o mínimo respeito e consideração. Cabo Verde não pode desenvolver-se com esse tipo de gente”, criticou.
Por essas e outras, tratando-se de uma área sensível, outros pacientes compreendem ainda a necessidade de averiguação e acompanhamento de profissionais de saúde, nos diferentes departamentos, visando a promoção da saúde e o bem-estar dos pacientes.
A Inforpress tentou ouvir a outra parte, mas sem sucesso.
SC/HF
Inforpress/Fim
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