
Cidade da Praia, 12 Out (Inforpress) – O ministro da Educação destacou hoje a gratuitidade das propinas no ensino superior público e anunciou um aumento à volta de 400 mil contos no orçamento da Uni-CV para 2027 destinado a melhorar as condições de funcionamento.
Arnaldo Brito falava à imprensa, no âmbito da abertura do ano académico 2026-2027, no campus da Uni-CV, na Praia, onde destacou que a isenção das propinas visa aumentar o acesso ao ensino superior, aliviar os encargos familiares e melhorar o aproveitamento académico dos estudantes.
“Nós quisemos tomar esta medida exactamente para favorecer os estudantes, aliviando as famílias com o pagamento das propinas, mas também criar as condições para que os estudantes debrucem nos seus estudos e melhorem significativamente os seus resultados”, declarou.
O ministro explicou que o orçamento da Uni-CV deverá passar de 1,1 milhões de contos, em 2026, para 1,5 milhões de contos, em 2027, um reforço que, sublinhou, vai permitir melhorar as condições de funcionamento da instituição, nomeadamente, através da valorização das carreiras dos professores, do investimento em bibliotecas, laboratórios e outras infra-estruturas.
Em relação aos desafios decorrentes do aumento do número de estudantes, particularmente no alojamento, Arnaldo Brito reconheceu que a expansão do acesso ao ensino superior exige novas respostas.
Indicou que na Uni-CV há uma residência estudantil que recebe aproximadamente 350 estudantes, mas que estão em fase de conclusão duas residências estudantis, uma na cidade da Praia, com capacidade para 308 estudantes, e outra em São Vicente, para 154.
“É preciso continuar a investir, sim, criar melhores condições, mais residências estudantis, nós defendemos isso e o Governo vai apostar nisso”, assegurou, acrescentando que a residência de São Vicente está concluída, faltando apenas os serviços de energia e água, enquanto a obra da Praia se encontra também na fase final.
Por sua vez, a reitora da Uni-CV, Astrigilda Silveira, defendeu uma universidade pública aberta à sociedade, inclusiva e comprometida com a produção de conhecimento capaz de responder aos desafios nacionais.
“A Universidade não pertence a uma só geração. Constrói-se com muitas gerações e está sempre por concluir”, afirmou Astrigilda Silveira, sublinhando o carácter contínuo e colectivo da construção da universidade.
Neste primeiro ano académico enquanto reitora, comprometeu-se a trabalhar para melhorar as condições de ensino e investigação, valorizar docentes, investigadores e pessoal não docente e apoiar os estudantes nas suas dificuldades.
Nas suas intervenções, o presidente da Associação Académica dos Estudantes da Uni-CV, Derickson Gomes, reconheceu a importância da gratuitidade das propinas, mas alertou que persistem dificuldades relacionadas com o alojamento, a alimentação e os transportes, sobretudo para os estudantes provenientes de outras ilhas.
“É importante garantir que os estudantes tenham condições não apenas para entrar na Universidade, mas também para permanecer e concluir os seus cursos”, defendeu, apelando aos novos estudantes à participação e à perseverança perante as dificuldades.
ET/HF
Inforpress/Fim
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