UE aprova novas sanções contra 1.600 pessoas e entidades da Rússia

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UE aprova novas sanções contra 1.600 pessoas e entidades da Rússia
12/10/26 - 02:34 pm

Luxemburgo, 12 Out (Inforpress) – A União Europeia aprovou hoje novas sanções contra cerca de 1.600 indivíduos e entidades do complexo militar e industrial da Rússia, com foco principal na cadeia de produção de mísseis balísticos, anunciou a chefe da diplomacia do bloco.

"Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE acabaram de aprovar sanções contra cerca de 1.600 novas entidades e pessoas ligadas ao complexo militar e industrial russo. Trata-se da maior expansão da nossa lista de sanções desde o início da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", anunciou Kaja Kallas numa publicação nas redes sociais, divulgada enquanto decorre uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), no Luxemburgo.

Para a chefe da diplomacia da UE, com a aprovação destas novas sanções, "a Europa volta a demonstrar a sua unidade".

"Mais de metade das entidades visadas estão ligadas à cadeia de produção de mísseis balísticos. Estamos a dificultar significativamente a produção das armas que a Rússia utiliza para matar ucranianos, tornando-a mais lenta e mais dispendiosa", sublinhou a Alta Representante.

Em comunicado divulgado posteriormente, o Conselho da UE refere que, no total, vão ser sancionadas 826 empresas russas e 743 indivíduos, "que exercem funções de diretores executivos nessas empresas".

"Este é o maior pacote de sanções alguma vez acordado pela UE, elevando o número total de pessoas singulares e entidades incluídas no regime de sanções destinado a apoiar a integridade territorial da Ucrânia para cerca de 4.600", refere a instituição.

As empresas visadas incluem "fornecedores de componentes essenciais para alguns dos sistemas de armamento mais avançados na Rússia", designadamente mísseis, 'drones' ou aeronaves.

"Entre esses componentes essenciais contam-se equipamentos eletrónicos, incluindo radares, antenas e emissores-recetores, sistemas aeronáuticos, de satélite e de mísseis, explosivos, munições e sistemas óticos e de navegação", explica a instituição.

Os visados neste pacote de sanções ficam sujeitos ao congelamento de bens e proibidos de viajar para a UE.

Além deste pacote de sanções, os ministros decidiram também sancionar 77 pessoas envolvidas na realização, em setembro, de eleições para o parlamento russo nos territórios ocupados da Ucrânia.

Os visados incluem três membros da Comissão Eleitoral Central da Rússia e 74 candidatos que se apresentaram a eleições nas regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, assim como na Crimeia e Sebastopol.

"Ao candidatarem-se às 'eleições' para a Duma Estatal da Federação Russa, estas pessoas contribuíram ativamente para os esforços destinados a legitimar a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e a perpetuar a ocupação ilegal de territórios ucranianos pela Rússia", considera a instituição.

Na reunião desta segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros vão também ponderar se avançam com restrições de vistos para cidadãos russos, numa altura em que cada vez mais países têm denunciado ataques híbridos da Rússia em solo europeu.

O objetivo "é reduzir a possibilidade de haver russos a operar no nosso território", explicou um alto responsável europeu, depois de, em setembro, numa reunião informal na Irlanda, a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança ter indicado que havia um "apoio amplo" entre os ministros para restringir os vistos turísticos para cidadãos russos.

As sanções esta segunda-feira aprovadas surgem numa altura em que a Rússia tem vindo a intensificar os ataques contra o território ucraniano nos últimos meses, provocando um número crescente de vítimas civis.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, como justificou então o Presidente russo, Vladimir Putin.

A decisão de Putin desencadeou aquele que é considerado como o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Inforpress/Lusa

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