
Porto Novo, 10 Jun (Inforpress) – Os produtores do grogue do Tarrafal de Monte Trigo, Porto Novo, Santo Antão, suspenderam o pedido ao Governo sobre o alargamento do prazo para a industrialização da cana-de-açúcar na localidade, informou hoje o porta-voz.
Graciano Évora, contactado pela Inforpress, explicou que apesar das dificuldades decorrentes da falta de mão de obra e avarias nas unidades de produção, que marcaram a safra deste ano, os produtores conseguiram já concluíram o processo de industrialização de cana sacarina nesse vale.
Os agricultores tinham pedido, semana passada, ao Ministério da Indústria, Comércio e Energia o alargamento do prazo de 30 dias para poder concluir o processo de industrialização de cana sacarina, mas acabaram por suspender o pedido, avançou a mesma fonte.
Durante a safra deste ano, que decorreu entre os meses de Janeiro e Maio, os produtores de grogue no concelho do Porto Novo debateram-se com problemas de mão de obra, que condicionaram a colheita da cana de açúcar.
Uma outra situação que provocou sobressaltos na safra deste ano teve a ver com a avarias em alguns trapiches.
Os produtores deste concelho têm vindo a insistir com o Governo sobre a necessidade de se proceder a revisão da legislação sobre o grogue, sugerindo a antecipação do início do período de industrialização para 01 de Dezembro.
Os agricultores defendem que o período de industrialização no Porto Novo comece em Dezembro, altura em que a cana sacarina no município do Porto Novo terá “atingido a fase de maturação”.
O período de industrialização da cana-de-açúcar em Cabo Verde, segundo o decreto-lei 11/2015, de 12 de Fevereiro, começa no dia 01 de Janeiro e termina a 31 de Maio, altura a partir da qual os alambiques são selados.
JM/AA
Inforpress/Fim
Partilhar