
Mindelo, 02 Ago (Inforpress) - A delegada da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV) em São Vicente, Fátima Balbina, disse hoje à Inforpress que pretende arrecadar fundos para dois projectos sociais com a venda do calendário dedicado ao centenário de Amílcar Cabral.
Segundo Fátima Balbina, a iniciativa de fazer o calendário partiu do movimento Diáspora Solidária, constituído por cabo-verdianos no estrangeiro, dos quais Maria Lourdes Jesus, na Itália, e Ângela Coutinho, em Portugal, que decidiram homenagear Amílcar Cabral para ajudar na campanha do Banco Alimentar Contra Fome, em Cabo Verde.
“Vamos vender os calendários os fundos serão canalizados para a conta da diáspora solidária, que depois reverterão a favor do Banco Alimentar Contra a Fome Cabo Verde, que vai beneficiar pessoas nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal, Santo Antão, São Nicolau”, explicou Fátima Balbina.
No entanto, segundo a mesma fonte, a OMCV vai aproveitar a venda de cada calendário para arrecadar 100 escudos e esse montante servirá para compra de materiais escolares para crianças em idade escolar, pertencentes a famílias carenciadas.
“Nós nos associamos ao projecto e acrescentamos o custo de mais 100 escudos ao valor da venda dos calendários. A coletânea está ao preço de 700 escudos, sendo que 600 escudo vai para o movimento de diáspora solidária e para o Banco Alimentar contra a fome e 100 escudos para compra de materiais escolares como canetas, borrachas, lápis de cores, batas e uniforme”, esclareceu.
A delegada da OMCV apelou, por isso, às pessoas a adquirir o calendário porque, sublinhou, além de ajudar dois projectos sociais ao mesmo tempo é uma oportunidade de ter em mãos um documento histórico com fotografias e algumas informações sobre a empreitada de Amílcar Cabral.
“As escolas também podem aproveitar desta coletânea em forma de calendário para ajudar no aniversário do centenário de Amílcar Cabral, que é o pai da nossa nacionalidade. Além disso, a aquisição deste calendário ajuda na cultura geral das crianças sobre a história de Cabo Verde, da Guiné-Bissau e também do mundo”, reforçou a mesma fonte, para quem “há um déficit enorme em cultura geral na nova geração e é preciso rever como fazer para motivar as crianças a pesquisar e a aumentar a sua cultura geral”.
CD/CP
Inforpress/Fim
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