
Cidade da Praia, 19 Fev (Inforpress) – A Sociedade Cabo-verdiana de Autores (Soca) celebra hoje o 21.º aniversário com um conjunto de actividades culturais, que inclui homenagens a artistas, concertos e entregas de direitos autorais, avançou o presidente Danny Spínola.
Em conferência de imprensa na cidade da Praia, a mesma fonte declarou que as comemorações decorrem em três momentos distintos, iniciadas hoje com uma homenagem especial ao pintor cabo-verdiano Nelson Lobo, além de actividades culturais com música, poesia e um brinde comemorativo.
Segundo Danny Spínola, o pintor é um associado da Soca que participa nas actividades e que inclusive está em destaque na revista, devendo merecer, de facto, o “reconhecimento e a justa homenagem”.
O presidente indicou que as celebrações prosseguem na sexta-feira, 20, com um concerto protagonizado pelos artistas Zequinha Magra e Tibó, momento que será igualmente marcado pela distribuição de direitos autorais nos domínios da música, escrita, fotografia e teatro.
O programa comemorativo culmina no dia 28 com um espetáculo no espaço Alkimist, em Quebra Canela, na cidade da Praia, com destaque para músicos ligados às plataformas digitais, incluindo nova entrega de direitos aos autores.
No quadro das actividades do primeiro trimestre, a Soca prevê realizar, em Março, iniciativas culturais na ilha de Santo Antão, no âmbito do Dia Mundial da Poesia e da Árvore, com ações de plantação de árvores, lançamento e feira de livros, bem como apoio à abertura de uma biblioteca municipal em Porto Novo.
Para o mês de Abril, está previsto um evento em Lisboa (Portugal) com o lançamento da revista Soca Magazine em homenagem ao escritor José Luís Hopffer Almada, dando continuidade ao programa de valorização de autores nacionais promovido pela instituição.
Danny Spínola recordou ainda que a organização realizou em Janeiro uma homenagem ao pintor David Levy Lima, sublinhando que a Soca tem adoptado como critério distinguir artistas com percurso reconhecido, sem excluir criadores mais jovens.
“Já fizemos também homenagem a alguns mais jovens que têm também um bom percurso, nomeadamente ao Mano Preto, um grande dançarino (…) e também do Princezito, mas o critério é principalmente às pessoas que já têm uma certa idade”, pontuou.
“A pessoa vai, mas a obra fica. E nós temos feito isso na nossa revista, mas nós pretendemos sempre fazer as homenagens em vida”, justificou.
LT/AA
Inforpress/Fim
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