
Cidade da Praia, 10 Mar (Inforpress) – O Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) promove no sábado, 14, um encontro de reflexão com professores aposentados da ilha de Santiago, para um momento de diálogo, partilha e mobilização em defesa da melhoria das suas condições de vida.
Em declarações à Inforpress, a presidente do Sindprof, Lígia Herbert, afirmou que a situação dos professores reformados tem sido motivo de preocupação, sobretudo devido à perda do poder de compra e à diferença no tratamento em relação aos professores no activo.
Segundo explicou, o sindicato liderou uma luta que reivindicou um aumento salarial de 36% para os docentes, lamentando que até ao momento, foi concedido apenas um aumento de 16% aos professores no activo, enquanto os aposentados tiveram apenas uma actualização de cerca de 2%.
“O aumento de 2% é para um salário mínimo e não para um professor que contribuiu e trabalhou para o desenvolvimento da educação no país. O que nós estamos a querer dizer aos professores é que os 16% deviam contemplar a todos”, considerou.
A presidente do sindicato lembrou que estes profissionais na reforma também perderam o poder de compra, acrescentando que além disso tiveram perda ao longo dos tempos, nomeadamente subsídios, progressões e benefícios ligados à não redução da carga horária.
“Há a lei, existe exatamente o Estatuto da Aposentadoria que não abona em nada os apresentados. Eles vão para casa, e depois não têm absolutamente nada para além daquilo que eles levaram para casa”, frisou.
Segundo Lígia Herbert, com o encontro de sábado pretendem precisamente recolher as preocupações e propostas dos professores aposentados, para definir os próximos passos da luta sindical.
“Queremos ouvi-los, saber o que pensam e o que querem. Depois disso, continuaremos a lutar pelos seus direitos”, garantiu.
Apontou de entre as principais reivindicações desses aposentados, a revisão dos salários de aposentadoria, de forma a garantir melhores condições de vida, uma vez que justificou que muitos enfrentam dificuldades para suportar despesas com a saúde, medicamentos e alimentação.
ET/ZS
Inforpress/Fim
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