Sindicato do Pessoal de Cabine da TACV denuncia violação de acordo e ameaça com greve prolongada

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Sindicato do Pessoal de Cabine da TACV denuncia violação de acordo e ameaça com greve prolongada
30/01/26 - 05:50 pm

Cidade da Praia, 30 Jan (Inforpress) – O vice-presidente do Sindicato do Pessoal de Cabine da TACV, Carlos Carvalho, ameaçou hoje, na Praia, avançar com greve prolongada face à postura “autoritária e não dialogante” da administração, acusando-a de violar o acordo de 2018.

Segundo o dirigente sindical, está em causa o memorando de entendimento rubricado em 2018 entre o sindicato e a administração da empresa que, afirma, tem sido “sistematicamente violado”, sobretudo no que se refere à actualização salarial e à regularização das progressões na carreira dos tripulantes de cabine.

Em conferência de imprensa realizada para fazer a denuncia, Carlos Carvalho salientou que o acordo foi assinado na altura pelo então administrador executivo Armindo Sousa, actual responsável da administração, sublinhando que este “conhece perfeitamente os compromissos assumidos” e, ainda assim, “opta por uma actuação de negação, silêncio e desrespeito institucional”.

Entre as situações consideradas mais graves, o sindicato aponta a alteração unilateral do regime de progressão, que terá passado de três para cinco anos, o que, no seu entender, constitui uma violação directa do acordo.

O sindicato recorda ainda que a anterior administração chegou a reconhecer o acordo, tendo iniciado diálogo e procedido ao pagamento parcial de progressões relativas a 2022.

Outra reivindicação prende-se com a não concretização da progressão devida em 2025 que, segundo o sindicato, deveria ocorrer obrigatoriamente a cada três anos, nos termos do memorando de 2018.

Carlos Carvalho denunciou também alegada violação do princípio da igualdade de tratamento, referindo que outras classes terão beneficiado de um aumento salarial de 2,5 por cento (%), enquanto os tripulantes de cabine continuam excluídos.

“Nenhuma empresa aérea funciona sem tripulantes de cabine. Sem tripulantes não há voos, não há segurança, não há serviço”, defendeu Carlos Carvalho, ressalvando que apenas companhias exclusivamente de carga operam sem esta classe profissional.

De acordo com o sindicato, os tripulantes encontram-se “exaustos” face a “promessas não cumpridas, acordos violados, discriminação salarial e silêncio da administração”.

Caso a situação se mantenha, a estrutura sindical admite recorrer a “formas de luta mais duras”, incluindo a convocação de uma greve por período prolongado, nos termos da lei.

Ainda assim, o sindicato afirma manter disponibilidade para o diálogo, mas rejeita “diálogo de fachada” e exige “respeito pelos trabalhadores, cumprimento dos acordos, igualdade de tratamento e abertura imediata de um processo negocial sério”, advertindo que “sem diálogo não há paz laboral” e “sem respeito não há estabilidade”.

TC/HF

Inforpress/Fim

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