
Cidade da Praia, 15 Abr (Inforpress) – O presidente do Siacsa, Gilberto Lima, denunciou hoje alegadas irregularidades no Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) dos agentes de segurança prisional, bem como atrasos na nomeação de enfermeiros.
O presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins(Siacsa), que falava em conferência de imprensa, na cidade da Praia, explicou que no caso do Ministério da Justiça, o novo enquadramento previsto no PCFR está a prejudicar directamente os agentes de segurança prisional, sobretudo ao nível remuneratório.
Segundo esclareceu, os profissionais foram enquadrados no regime geral que, na sua perspectiva, não corresponde ao estatuto da classe, e sendo os agentes de segurança prisional funcionários especiais, deveriam estar enquadrados num nível superior.
Segundo Gilberto Lima, a aplicação do novo PCFR resultou numa redução salarial para chefes e subchefes, adiantando ainda que o enquadramento actual poderá comprometer a progressão profissional dos agentes ao longo do tempo.
“O agente prisional de nível 1 nunca mais vai conseguir chegar a nível subchefe, ainda mais chefe no final da carreira, só para ver a gravidade”, contextualizou, garantindo que o sindicato participou no processo de negociação e apresentou propostas alternativas.
Conforme lamentou Gilberto Lima, foram apresentadas contrapropostas e alternativas, mas não foram ouvidos, e nenhuma das sugestões foi acolhida, defendendo a necessidade de “um diálogo mais efectivo” entre as partes.
Perante este cenário, o sindicato admite recorrer à Presidência da República para solicitar uma análise do diploma antes da sua eventual promulgação.
Caso o documento seja aprovado sem alterações, Gilberto Lima avançou que o sindicato poderá recorrer ao tribunal.
Sobre o sector da Saúde, o responsável sindical denunciou atrasos na nomeação de enfermeiros que aguardam integração na função pública há cerca de três anos.
Segundo indicou, parte dos profissionais encontra-se a trabalhar com contratos precários, enquanto outros permanecem em casa, à espera de nomeação.
O dirigente sindical referiu ainda que de entre cerca de 387 profissionais “apenas uma pequena parte, menos de dez, terá sido nomeada”.
Face à situação, o Siacsa pretende avançar com formas de contestação, incluindo a realização de manifestações em articulação com outros sindicatos que defendem também a classe.
Gilberto Lima apelou, por outro lado, a “uma intervenção urgente” por parte do Ministério da Saúde para regularizar a situação dos profissionais e garantir melhores condições de trabalho.
LT/AA
Inforpress/Fim
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