Sindicato ameaça avançar para greve na câmara da Praia devido a atraso na implementação do PCFR

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Sindicato ameaça avançar para greve na câmara da Praia devido a atraso na implementação do PCFR
12/10/26 - 01:27 pm

Cidade Praia, 12 Out (Inforpress) – O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa) enviou hoje um pré-aviso de greve à câmara da Praia, para os dias 22, 23 e 24, caso não haja entendimento sobre a implementação PCFR.

A informação foi avançada à imprensa pelo presidente do Siacsa, Gilberto Lima, que apontou o atraso na implementação do Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), bem como os constrangimentos no envio das quotas sindicais, como os principais motivos do descontentamento dos trabalhadores municipais.

Segundo o dirigente sindical, o processo de implementação do PCFR permanece “sem avanços há muito tempo”, sem que os trabalhadores tenham recebido esclarecimentos satisfatórios por parte da autarquia.

“Estamos a falar de trabalhadores de várias áreas, trabalhadores de carteira, bombeiros e saneamento, entre outros setores, que estão descontentes com esta situação”, afirmou.

Gilberto Lima referiu ainda que o sindicato enfrenta atrasos no recebimento das quotas sindicais descontadas aos trabalhadores, alegando que existem valores referentes aos meses de junho, julho e agosto que ainda não foram regularizados.

O presidente considerou que estas situações “não devem repetir-se sempre que há mudanças de direção ou de responsáveis pelos serviços”, pois deve haver, sintetizou, “maior regularidade no cumprimento das obrigações” para com a organização sindical.

Apesar do pré-aviso, o dirigente sindical esclareceu que ainda existe a possibilidade de “conciliação entre as partes”, sublinhando que a greve só deverá avançar caso não seja alcançado um entendimento.

Para Gilberto Lima, a Câmara Municipal da Praia deve demonstrar disponibilidade para implementar o PCFR, à semelhança do que, segundo afirmou, já acontece noutras autarquias do país.

O responsável sindical manifestou também preocupação com o receio de possíveis represálias por parte da autarquia, afirmando que alguns trabalhadores têm medo de se expor na defesa dos seus direitos.

Caso não haja acordo e a greve se concretize, Gilberto Lima apelou à participação dos trabalhadores abrangidos pela paralisação.

CG/AA

Inforpress/Fim

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