
Cidade da Praia, 18 Set (Inforpress) – O presidente do SIACSA exigiu hoje a intervenção urgente das autoridades para travar os aumentos não regulados das tarifas praticadas por taxistas e hiacistas, afirmando que a subida dos preços agrava o poder de compra dos trabalhadores cabo-verdianos.
Gilberto Lima falava em conferência de imprensa, na cidade da Praia, convocada para denunciar os aumentos dos combustíveis e a especulação dos aumentos de tarifas nos transportes públicos como táxi e hiaces e o poder de compra dos trabalhadores.
Segundo afirmou o sindicalista, os taxistas e hiacistas estão a praticar os preços que entendem, esquecendo-se de que, do outro lado, estão trabalhadores que não tiveram qualquer aumento salarial para fazer face ao aumento dos preços dos combustíveis.
“Chamamos atenção às autoridades competentes, que resolvem esse problema o mais urgente possível porque o salário só aumenta em Janeiro de 2027”, apelou, considerando “lamentável” a actual situação.
Para o presidente do SIACSA, o que está a passar com os hiacistas e taxistas é um "autêntico abuso" tendo sustentado que os preços "sequer estão regulados”, e defendendo que “qualquer taxa de aumentos tem de ser regulada”.
“Aumentam 50 ou 100 escudos, porque eles é quem mandam? As coisas não funcionam assim”, disse.
O aumento dos transportes afecta trabalhadores, estudantes e famílias, num contexto em que os salários não acompanham a subida dos custos.
Gilberto Lima defendeu, igualmente, o regresso do subsídio aos combustíveis e apelou ao Governo a retomar o subsídio a combustíveis, à semelhança do que fez o Governo anterior, de forma a reduzir o impacto dos aumentos sobre os trabalhadores e as suas famílias.
“Todo o aumento que está a acontecer a nível internacional acaba por sufocar os trabalhadores e o Governo deve adoptar medidas para acomodar os trabalhadores”, disse.
O momento serviu ainda para denunciar alegadas violações dos direitos dos vigilantes por parte de empresas de segurança privada, afirmando que as entidades empregadoras recusam aplicar a grelha salarial prevista no Estatuto da Classe em vigor.
Um outro ponto abordado pelo SIACSA prende-se com o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) dos agentes prisionais, tendo o sindicato criticado o Ministério da Justiça de ter adiado o encontro para fechar o dossiê previsto na quinta-feira, 17, para as 16:00 desta sexta feita, sem aviso prévio.
Gilberto Lima defendeu, de entre as preocupações, o enquadramento no Grupo de Enquadramento Funcional (GEF5) da Administração Pública advertindo que, sem avanços, os sindicatos poderão retomar formas de luta, incluindo manifestações, protestos e greves.
ET/HF
Inforpress/Fim
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