
Cidade da Praia, 07 Abr (Inforpress) – O presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde denunciou hoje alegadas práticas organizadas por trás de acusações de infeção por shigella, sobretudo envolvendo turistas britânicos, afirmando que recorrem a queixas para “extorquir hotéis” no país.
Jorge Spencer Lima reagia, em conferência de imprensa, na cidade da Praia, às recentes notícias da imprensa internacional sobre casos de infeções gastrointestinais associadas à bactéria shigella.
As informações referem-se a alegadas mortes de turistas do Reino Unido após estadias em Cabo Verde.
Mas, segundo afirmou o responsável, existem por detrás disso, práticas organizadas com “o propósito de extorquir unidades hoteleiras” no arquipélago.
“Alguns visitantes alegam doenças à direção dos hotéis após as férias e pedem indemnização com ameaça de ir para os jornais” referiu, acrescentando que em muitos casos os hotéis acabam por pagar para evitar problemas.
São pessoas que, explicou o responsável, querem vir e gozar as férias e não querem pagar, então inventam doenças, tendo alertado para a existência de estruturas montadas para isso, com gabinetes jurídicos especializados em apresentar processos contra cadeias hoteleiras em diferentes destinos turísticos.
O dirigente sublinhou que este tipo de prática não é novo e já foi identificado em outros destinos turísticos internacionais, como Egito e Tunísia, onde grandes grupos hoteleiros também foram alvo de processos semelhantes.
“E criam todo esse alarmismo, e muitas vezes não é bem contra o turismo de Cabo Verde, mas é a procura de extorquir dinheiro às empresas” reforçou, considerando estranho o facto de só os turistas ingleses serem afetados com esta alegada infecção.
No caso de Cabo Verde, indicou que as alegações têm incidido sobretudo sobre uma cadeia hoteleira internacional com forte presença no país, o grupo Riu, considerada um alvo preferencial devido à sua dimensão.
Entretanto, Jorge Spencer Lima assegurou que possíveis casos de infecção por shigella em Cabo Verde são importados e que o setor turístico nacional continua estável, tendo registado em 2025 crescimento de cerca de 8%, ultrapassando 1,2 milhão de visitantes.
Informou ainda que o Ministério do Turismo mantém trabalho contínuo para preservar a imagem do país, com apoio de operadores internacionais que confirmam a segurança e a fiabilidade do destino.
ET/AA
Inforpress/Fim
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