
Cidade da Praia, 01 Mar (Inforpress) – A delegada de saúde da Praia, Ulardina Furtado, disse hoje que falta melhorar as estruturas de saúde e recursos humanos para atender pacientes com transtorno mental.
Conforme Ulardina Furtado, seja no Hospital Central ou nos centros de saúde há já um circuito e procedimentos, mas falta melhorar as estruturas, daí, segundo ela, a iniciativa do Governo em abrir uma ala no hospital com o intuito de ter maior controlo dos doentes.
Em entrevista à Inforpress, esta responsável disse que a delegacia de saúde tem tido “muitos casos” de pessoas descompensadas e doentes apreensivos o que tem aumentado a procura no serviço de psicologia.
“A delegacia tem colocado a necessidade de melhoria do reforço humano, porque o número de psicólogos, de assistentes sociais, de enfermeiros e médicos está a ser insuficiente para dar resposta, sobretudo na área mental que já aumentou a demanda”, precisou a delegada de saúde da Praia.
Disse que o que tem vindo a ocorrer é que a maior parte das vezes familiares e comunidades procuram os serviços de saúde para alertarem sob qualquer situação de transtorno mental.
Casos que, segundo a médica, têm contado com o apoio da Polícia Nacional e de Bombeiros que os encaminha para o serviço de urgência do Hospital Universitário Agostinho Neto.
“São avaliados pelo psiquiatra e depois decidem qual a conduta do doente, trata-se de um procedimento que às vezes falha, devido a sobrecarga do banco de urgência, onde os pacientes acabam por fugir”, lamentou.
No entanto disse que todos os centros de saúde dispõem de uma lista de pacientes com perturbação mental e são atendidos regularmente.
OS/ZS
Inforpress/Fim
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