
Mindelo, 16 Mai (Inforpress) – A UTA recebeu um aval da Direcção-Geral do Tesouro para contrair um empréstimo de 199.900 contos junto da banca, destinado à implementação das actividades previstas no Projecto de Desenvolvimento Institucional, apurou hoje a Inforpress.
Esta informação consta da resolução n.º 46/2026 do Conselho de Ministros, publicada no Boletim Oficial de 13 de Março.
De acordo com o mesmo documento, a Universidade Técnica do Atlântico (UTA) elaborou o Projecto de Desenvolvimento Institucional (PDI-UTA) para o período 2025-2029, com o objectivo de assegurar a consolidação institucional e a sustentabilidade da universidade.
O PDI da UTA, acrescenta, prevê um conjunto de acções estruturantes ao nível da infra-estrutura, da qualificação académica e da capacidade financeira da instituição, sendo que a plena execução do mesmo depende da mobilização de financiamento adequado.
Neste sentido, foi solicitado o aval do Estado como garantia, uma vez que a UTA pretende recorrer a um financiamento bancário junto do Banco Interatlântico, no valor de 199.900 contos, destinado à implementação das actividades previstas no PDI.
Conforme a resolução, o prazo global da operação é de doze anos, em conformidade com o período de reembolso, nos termos aprovados pelo banco credor.
Ainda neste mês, o Governo decidiu prorrogar o prazo de instalação da UTA até 31 de Dezembro, mantendo em funções a actual equipa reitoral até à entrada em vigor dos estatutos da instituição.
Entre as razões apontadas no despacho assinado pelo ministro da Educação, Amadeu Cruz, publicado no Boletim Oficial, destacam-se os “impactos da pandemia da covid-19”, “crises globais subsequentes” e a "substituição da reitora a meio do mandato, que causaram atrasos na execução integral da Carta de Missão e na conclusão do processo de instalação dentro do prazo fixado".
Também citou atrasos na “conclusão dos processos de instalação e funcionamento das suas unidades orgânicas em Santo Antão e na ilha do Sal, em virtude de atrasos na transferência de instalações físicas e/ou conclusão de obras de adaptação dos pólos universitários nestas ilhas”.
Também referiu “demoradas negociações conducentes à integração e efectiva entrada em funcionamento do M_EIA e à implementação dos Centros de Investigação e Inovação, com impactos na reforma dos serviços académicos”, entre outros.
CD/HF
Inforpress/Fim
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