São Vicente: Praça Nova continuará a ser o principal palco da feira Urdi, apesar do embargo das obras de restauração

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São Vicente: Praça Nova continuará a ser o principal palco da feira Urdi, apesar do embargo das obras de restauração
05/10/26 - 05:20 pm

Mindelo, 05 Out (Inforpress) – O director do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design garantiu hoje que a Praça Nova deverá manter-se como palco central da Feira do Artesanato e Design de Cabo Verde (Urdi), apesar do embargo das obras de restauração.

“O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) não tem nada a ver com o embargo”, esclareceu aquele responsável, acrescentando que já houve uma reunião com a Câmara Municipal de São Vicente sobre a situação.

De acordo com o director do CNAD, a câmara, enquanto parceira da Urdi, manifestou “total disponibilidade” para trabalhar em conjunto com o CNAD, de modo a garantir que a Praça Nova esteja em condições de receber a 11ª edição da feira, à semelhança das edições anteriores.

Questionado sobre as estruturas de ferro e madeira que permanecem instaladas no local, devido às obras que estavam a ser realizadas na praça, Artur Marçal afirmou que caberá à autarquia esclarecer o destino dessas estruturas.

A 11.ª edição da Feira do Artesanato e Design de Cabo Verde (Urdi), que decorrerá de 25 a 29 de Novembro, em São Vicente,  terá um orçamento de 14.800 contos e celebra os 50 anos de memória da Cooperativa Resistência.

Este ano, o evento tem como municípios convidados Santa Catarina de Santiago e Porto Novo, em Santo Antão.  Conforme o CNAD, os artesãos, que tenham o reconhecimento profissional concluído e queiram participar na feira deverão inscrever-se até o dia 27 deste mês.

Sobre o embargo das obras na Praça Nova, a presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Ana Samira Silva, explicou em declarações à Inforpress que o mesmo resulta de uma exigência legal e da ausência do pedido de parecer por parte da câmara.

Segundo a mesma fonte, a Praça Nova integra o Centro Histórico do Mindelo, classificado como Património Nacional desde 2012, pelo que qualquer intervenção numa área classificada carece de parecer vinculativo do IPC, documento esse que não foi solicitado pela autarquia antes de iniciar as intervenções.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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