
Mindelo, 21 Out (Inforpress) – O administrador-delegado do Porto Grande afirmou hoje que os portos do Mindelo precisam melhorar a coordenação e a comunicação no âmbito da renovação do Código Internacional para a Protecção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS).
Segundo Edmar Santos, que fazia o balanço do exercício realizado hoje nos portos do Mindelo para a renovação do Código ISPS, a actividade foi “concluída com sucesso”, mas permitiu identificar algumas “não-conformidades” que necessitam de melhorias.
Uma delas, apontou, tem a ver com a coordenação e a comunicação.
“Os pontos são diversos, mas talvez possa citar um aspecto que, por se tratar de um primeiro exercício, é a coordenação e a comunicação. Portanto, precisamos melhorar esse ponto, mas não é nada que nos preocupe, porque realmente os exercícios servem para identificar esses aspectos e poder melhorar continuamente”, explicou.
Conforme o administrador-delegado, de uma forma geral, o exercício consistiu numa simulação de uma ameaça de bomba, tanto no Porto Grande como no Terminal de Cruzeiros, que foi devidamente identificada e neutralizada com segurança.
“O porto funciona no nível 1 e, quando detectamos uma ameaça, elevamos o porto para o nível 2, em que entra a Polícia Nacional e começa a gerir a situação. Quando se entra no nível 3 a ameaça é bastante real e coloca as instalações, as pessoas ou os bens em perigo, e nessa fase intervêm as Forças Armadas”, clarificou aquele responsável, acrescentando que, a partir do nível 2, já intervêm as autoridades de força.
Segundo a mesma fonte, o exercício envolveu autoridades com responsabilidades na implementação e protecção dos portos, como o Instituto Marítimo e Portuário (IMP), as polícias Nacional e Judiciária, a Protecção Civil, as Forças Armadas e outros intervenientes ligados ao sector, como a Vivo Energy e a empresa Enamar.
“O objectivo foi alcançado e, ainda esta semana, será realizado um exercício também no Porto da Praia e no da Palmeira, no âmbito do Código ISPS, que somos obrigados a cumprir”, informou.
Edmar Santos adiantou ainda que a Enapor vai aguardar o relatório deste exercício, elaborado por uma empresa independente e certificada, para saber onde será necessário proceder a melhorias em termos de segurança.
CD/ZS
Inforpress/Fim
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