São Vicente: Pedido de despedimento colectivo na Atunlo entregue no tribunal nos próximos dias - Siacsa

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São Vicente: Pedido de despedimento colectivo na Atunlo entregue no tribunal nos próximos dias - Siacsa
04/02/25 - 12:10 pm

Mindelo, 04 Fev (Inforpress) - O representante do Sindicato de Indústria, Serviços Gerais, Alimentação, Construção Civil (Siacsa) disse hoje que o pedido de despedimento colectivo dos trabalhadores da Atunlo será entregue nos próximos dias ao Tribunal de São Vicente.

Heidy Ganeto falava em conferência de imprensa na Praça Dom Luís junto com alguns trabalhadores da fábrica Atunlo que se concentraram para pedir ao ministro do Mar, Jorge Santos, que se sente à mesa com os seus representantes para clarificar a situação da empresa.  

“O processo está no gabinete de um advogado e temos que aguardar porque é um processo que tem que ser trabalhado com muita calma, mas ele tem que ser dado a entrada agora no mês de Fevereiro para pedir o despedimento colectivo”, explicou a mesma fonte.

Segundo Heidy Ganeto,o vínculo com a Atunlo impede que os trabalhadores assinem outros contratos e se assinarem perdem todos os direitos na antiga empresa. 

O representante sindical indicou que no mês de Outubro do ano passado a empresa informou, durante um encontro com a Direcção-Geral do Trabalho, que eram mais de 200 trabalhadores, mas neste momento é impossível clarificar quantos estão nesta situação, tendo em conta que alguns já emigraram e outros desistiram do processo.

No entanto, afirmou que já estão há quatro meses sem receber o salário e sem cobertura da previdência social, pelo que querem saber quem é que lhes vai pagar esses direitos. 

“Eles querem saber se lá dentro do espaço tem alguma garantia para dar aos trabalhadores, se através do tribunal, porque o nosso processo está a caminho do tribunal, se lá tem bens que podem vender para poder pagar essas indemnizações. Porque a empresa em si aqui em São Vicente não tem dinheiro na banca”, explicou.

Para Heidy Ganeto era expectável que o ministro do Mar recebesse os trabalhadores tal como prometeu. 

Isto para informar os mesmos sobre as visitas que duas empresas, uma sediada no Parque Industrial do Lazareto e outra nos Marrocos, efectuaram recentemente às instalações da Atunlo.

“Percebemos que já há novidades. Por isso é importante que o ministro nos dê alguma informação porque estamos a ver que esses trabalhadores precisam mesmo da ajuda do Governo”, afirmou.

Em Agosto do ano passado, o ministro do Mar afirmou que o Governo estava à procura de parceiros para relançar a indústria de frio no Porto Grande do Mindelo, detida pela Atunlo, alegadamente em insolvência financeira.

Nessa altura, a Atunlo, que empregava cerca de 300 pessoas, já funcionava sem capacidade total e com muitos dos trabalhadores em casa, em regime de lay-off devido a dificuldades financeiras da empresa-mãe, em Espanha.

CD/AA

Inforpress/Fim 

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