
Mindelo, 24 Jan (Inforpress) – O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, considerou hoje, no Mindelo, que o Governo deposita confiança nos profissionais da Comunicação Social que devem fazer o seu trabalho, assim como os políticos devem fazer o seu.
Lourenço Lopes fez a declaração na sequência de sua visita na manhã de hoje às delegações em São Vicente dos órgãos públicos de informação, Inforpress e Rádio e Televisão Cabo-verdiana (RTC), no sentido de sentir o pulsar desses órgãos e também avaliar o impacto das políticas do Governo.
O governante detentor da pasta de comunicação social, referia-se à celeuma dos últimos dias em que o Movimento para a Democracia (MpD) formalizou uma queixa junto à Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC) contra o jornalista da RCV Carlos Santos, acusando-o de falta de imparcialidade no programa “Café Central”.
“A RTC precisa de tranquilidade e nós precisamos ter um espírito positivo. Um país não se desenvolve no barulho”, sustentou a mesma fonte, para quem o jornalista deve fazer o seu trabalho e os políticos devem fazer o seu.
O Governo, ajuntou, não espera, em nenhum momento, a simpatia de nenhum profissional da comunicação social e só quer, asseverou, que os profissionais, sejam dos órgãos públicos, sejam dos órgãos privados, “sejam a todo tempo isentos, independentes e que exerçam a sua profissão com dedicação e com elevado profissionalismo”.
Nestes tempos em que o mundo está a ser invadido por informações falsas, pela desinformação, “a era da pós-verdade” em que os factos são substituídos por emoções e por interesses de grupos, precisa-se, de órgãos públicos “motivados e comprometidos com a verdade e com a objectividade”, afirmou Lourenço Lopes, referindo-se à Inforpress e à RTC.
Além dos órgãos públicos, o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, visitou ainda o jornal privado de cariz religioso, o Terra Nova, que este ano completa 50 anos de existência.
LN/HF
Inforpress/Fim
Partilhar