
Mindelo, 29 Jul (Inforpress) – O ministro da Saúde afirmou hoje, no Mindelo, que o Governo cumprir o Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) dos profissionais do sector, apesar de o diploma ter sido foi aprovado “sem os recursos financeiros necessários”.
Lúcio Fernandes teceu essas declarações à imprensa no balanço da visita de dois dias a estruturas do sector, em São Vicente, integrada no roteiro de preparação do debate sobre o Estado da Nação.
O governante reconheceu as preocupações que lhe foram expostas por profissionais do Hospital Baptista de Sousa relativamente à evolução nas carreiras e garantiu que o executivo pretende regularizar a situação.
Segundo a mesma fonte, a prioridade passa por enquadrar todos os funcionários nas funções que efectivamente desempenham ou de acordo com as suas competências, assegurando uma remuneração adequada.
"O PCFR foi aprovado sem recursos financeiros. É uma dívida que encontramos e assumimos, mas não é coisa que se possa resolver em um ou dois meses", afirmou.
Lúcio Fernandes explicou que o Governo tomou posse há pouco tempo e que, por isso, não é possível resolver de imediato todas as pendências do sector, ainda mais porque o orçamento rectificativo permitirá responder apenas a parte das necessidades.
O ministro sublinhou ainda que os constrangimentos enfrentados pelos profissionais da saúde são de âmbito nacional e não exclusivos de São Vicente, e apelou à compreensão e paciência dos trabalhadores enquanto decorre o processo de regularização.
O governante reiterou igualmente a intenção de reforçar os recursos humanos do sector, incluindo através do regresso de quadros cabo-verdianos residentes no estrangeiro, e agradeceu aos profissionais do Hospital Baptista de Sousa pelo trabalho desenvolvido, apesar das limitações existentes.
O debate sobre o Estado da Nação decorre na última sessão parlamentar antes das férias, agendada para quinta e sexta-feira, 30 e 31, na cidade da Praia.
LN/AA
Inforpress/Fim
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