São Vicente: Ministro considera que Plataforma Digital do Mar vai eliminar burocracia e diminuir tempos de decisão

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São Vicente: Ministro considera que Plataforma Digital do Mar vai eliminar burocracia e diminuir tempos de decisão
06/03/26 - 02:47 pm

Mindelo, 06 Mar (Inforpress) – O ministro do Mar considerou hoje que a primeira grande vantagem da Plataforma Digital do Mar é a eliminação da burocracia, a diminuição dos tempos de decisão e a circulação da informação dos sectores, promovendo a integração interna.

Jorge Santos falava no Mindelo ao presidir à abertura do workshop de validação da primeira fase de construção da Plataforma Digital do Mar de Cabo Verde, denominada Mar.cv.

Segundo o ministro, Cabo Verde tem no mar um recurso estratégico e esse recurso é “fundamental” para a diversificação da economia nacional. Pelo que, explicou, se o País quiser crescer ao ponto de se tornar um país desenvolvido, é preciso fazer a transição digital e a modernização de tudo o que seja a relação do Estado com os privados e com as pessoas.

Por isso, afirmou que, com a Plataforma Digital do Mar, vai-se reduzir o tempo que se leva na prestação dos serviços, além de permitir compilar um sistema de dados que possibilita tomar decisões com maior celeridade.

“Vai pôr em diálogo todos os sectores do mar, porque são interligados, seja a administração portuária e os transportes marítimos, a pesca, a investigação, a formação, a necessidade de formação e outros aspectos que são fundamentais”, destacou, realçando ainda que, além da segurança, a plataforma vai permitir colectar dados e criar um “cluster de dados do mar”.

Conforme Jorge Santos, Cabo Verde beneficia de uma situação estratégica vantajosa, pelo que o País pretende estar também na linha da frente da liderança da colecta de dados no Atlântico Médio.

Isto, explicou, para o desenvolvimento do próprio País e também para vender serviços a outros que pretendem desenvolver acções dentro desse mesmo espaço.

“Quem dominar e melhor trabalhar os dados cria o que nós queremos criar, que é uma economia resiliente. E a economia resiliente é aquela que é digital, que é interoperativa e que permite também, em tempo útil, satisfazer o pedido e a vontade do utente”, clarificou.

Conforme o governante, a criação da Plataforma Digital do Mar vai acontecer em três fases. A primeira será a  base informacional, a segunda será  a interoperabilidade de todos os serviços e a terceira fase será a sua integração com a plataforma nacional e com o Portal Único de Governação de Cabo Verde.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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