São Vicente: Mindelenses “preenchem” Avenida Marginal com cartazes e palavras de ordem contra a violência

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São Vicente: Mindelenses “preenchem” Avenida Marginal com cartazes e palavras de ordem contra a violência
05/04/25 - 03:55 pm

Mindelo, 05 Abr (Inforpress) – Centenas de mindelenses ocuparam hoje a Avenida Marginal, na cidade do Mindelo, exibindo cartazes e proferindo palavras de ordem sobre “mais policiamento, mais acção da justiça e respeito pelos direitos” dos cidadãos.

Na essência desta corrente humana, cuja concentração ocorreu cerca das 11:00 na Praça Dom Luís, e depois se estendeu pela Avenida Marginal, está o “sentimento de insegurança” daí, conforme a organização, a luta contra a violência e a exigência de “mais segurança” para São Vicente.

Ao longo do percurso, para além das palavras de ordem, nos cartazes que os manifestantes ostentavam podia-se ler “Queremos segurança!”, “Chega de violência!”, “Justiça que funcione!” e “Presença policial já!”, entre muitos outros.

Entre os presentes, David Leite considerou que a iniciativa dá seguimento a outras acções realizadas com “instinto patriótico” do povo que “quer um São Vicente mais sereno, mais tranquilo e onde as pessoas vivem normalmente”.

“Para turistas passearem à vontade e para que nos deitemos nas nossas camas sem pensar que ladrões vão entrar para nos assaltarem”, lançou David Leite, para quem o maior problema não é a criminalidade, mas sim a impunidade.

Uma opinião partilhada por outra participante, que considerou existir neste momento “muito descaramento” da parte dos meliantes por terem a noção que a justiça não está a ser aplicada.

Em representação do movimento Sokols 2017, que estimulou a realização da corrente humana, Salvador Mascarenhas congratulou-se pela “boa adesão” já esperada.

“Mas agora o mais importante é não ficar por aqui e continuar esse trabalho. Temos um núcleo duro e temos que continuar essa pressão, passar essa mensagem e fazer essas correntes humanas, porque as coisas em São Vicente têm de mudar”, sentenciou.

Referindo-se a situações de roubos e de tráfico de estupefacientes, Salvador Mascarenhas acredita ser preciso ter “mão dura” sobre essas questões e mudar a legislação lá onde for preciso.

Agora como próximo passo, o movimento conta reunir com as autoridades para verem as soluções e investir numa "acção proactiva e preventiva”.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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