São Vicente: Mestrado em Economia Azul e Circular é importante para qualificar técnicos do ministério e do sector privado – Governante

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São Vicente: Mestrado em Economia Azul e Circular é importante para qualificar técnicos do ministério e do sector privado – Governante
30/09/25 - 05:49 pm

Mindelo, 30 Set (Inforpress) - O ministro do Mar considerou hoje no Mindelo que o mestrado em Economia Azul e Circular vai colmatar a necessidade de ter técnicos do ministério, de empresas privadas e outras instituições melhor capacitados nessa área.

Jorge Santos falava à imprensa após a assinatura do protocolo de lançamento do novo curso de mestrado em Economia Azul e Circular, uma iniciativa do Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE) com o apoio do Ministério do Mar, através da Direcção Nacional de Políticas do Mar.

Segundo o ministro, a pesca e a segurança marítima são também ciência, pelo que as pessoas têm que ter conhecimentos para conseguir a melhor pesca, têm que dominar as tecnologias de comunicação e estabelecer parcerias internacionais para combater, monitorizar e fiscalizar tudo o que seja ilegal no mar.

Além disso, acrescentou o governante, a reparação naval é uma ciência que precisa de muito conhecimento técnico e das novas tecnologias. Daí a importância deste mestrado para o País, salientou.

“É um mestrado nacional que abre as suas possibilidades de inscrição para o país e também para a nossa imensa diáspora e quer-se que seja também internacional, atendendo ao nível docente também. Em termos académicos, vai ter a participação de académicos de outras latitudes, como do Brasil, Estados Unidos, também da Europa e de outras paragens do mundo”, avançou.

Para Jorge Santos, é necessário que Cabo Verde tenha técnicos melhor capacitados na área da economia azul cujo conceito envolve a pesca, a aquacultura, os transportes marítimos, as energias renováveis, a produção de energia através do hidrogênio verde, a dessalinização de água e a biologia marinha além da questão da sustentabilidade de forma a proteger o oceano e a biodiversidade.

Por sua vez, o presidente do ISCEE, José Marcos da Veiga, considerou que nos últimos anos tem-se falado muito da economia azul, mas “a compreensão da economia azul ainda é muito limitada”.

Todavia, afirmou, é necessário transformar toda a riqueza e o potencial que a economia azul oferece ao País em riqueza social e colocá-lo à disposição da população.

“Este mestrado em Economia Azul é inovador, é o primeiro mestrado do género, e creio que vai servir fundamentalmente para capacitar os técnicos nacionais e os técnicos também dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) para melhor intervir em todas as dimensões da economia azul”, explicou a mesma fonte, para quem o curso já conta com 10 inscritos.

O curso de mestrado em Economia Azul e Circular compreende dois semestres com 16 unidades curriculares. O segundo ano do curso será inteiramente dedicado à pesquisa e elaboração e defesa da dissertação.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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