São Vicente: Fazenda de Camarão produz em apenas 40% da sua área desde tempestade Erin - administrador

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São Vicente: Fazenda de Camarão produz em apenas 40% da sua área desde tempestade Erin - administrador
11/08/26 - 01:18 pm

Mindelo, 11 Ago (Inforpress) – A Fazenda de Camarão retomou a produção em cerca de 40 por cento (%) da sua área produtiva, depois de prejuízos, superiores a 50 mil contos, provocados pela tempestade Erin, informou hoje à Inforpress o administrador.

Segundo Carlos Santos, a empresa tem enfrentado dificuldades para recuperar a sua capacidade produtiva, devido à falta dos apoios prometidos e às dificuldades de acesso ao crédito comercial e a financiamentos com as taxas de juros anunciadas.

“Nós o que tentamos fazer neste momento é aguentar a situação, não conseguimos os apoios que foram prometidos, ou conseguimos muito poucos apoios, não conseguimos créditos comerciais, não conseguimos créditos às taxas de juros prometidas”, afirmou.

O administrador explicou que, perante estas dificuldades, a empresa tem procurado manter-se em funcionamento com os meios que estão ao seu alcance, tendo conseguido retomar parte da produção.

“Aquilo que fizemos era o que estava directamente ao nosso alcance, que era mais ou menos aguentar as coisas, retomar alguma produção em mais ou menos 40 % da área de produção”, disse.

Carlos Santos adiantou que a tempestade Erin afectou mais de metade da capacidade de produção da Fazenda de Camarão, incluindo a de produção de energia, considerada um dos principais factores de produção da empresa.

“Nós perdemos mais da metade da nossa capacidade de produção, mais de metade da nossa capacidade de produção de energia, que é um dos factores de produção mais importantes que nós temos”, precisou.

Perante este cenário, a empresa encontra-se, segundo o administrador, numa situação de espera por uma oportunidade de financiamento que permita recuperar a capacidade perdida e retomar o projecto.

“Está tudo em ‘stand-by’, é simplesmente aguentar a situação para não morrer, contando que temos uma expectativa muito grande”, afirmou Carlos Santos.

O responsável disse esperar uma nova abordagem por parte do Governo e das instituições públicas, defendendo que a administração deve, além de fiscalizar, apoiar as empresas na procura de soluções e na concretização dos seus projectos.

“Esperamos um olhar diferente, um olhar mais incisivo e mais musculado em relação às instituições, à administração pública, desde que o que nós fazemos seja considerado efectivamente importante para o país”, afirmou.

Carlos Santos defendeu ainda que a produção de camarão deve ser encarada como um projecto com potencial para ser desenvolvido noutras ilhas, tendo em vista reduzir a dependência de importações.

“Que este projecto, por exemplo, não seja só aqui em São Vicente, possa ser em outros lugares, em outras ilhas, para que o nosso sonho, que é deixar de importar camarão, seja uma realidade”, sustentou.

Questionado sobre os próximos passos, o administrador indicou que a empresa aguarda a instalação e organização do novo Governo para retomar os contactos com as autoridades, apontando directamente para o primeiro-ministro, que acumula a pasta das Finanças.

“Estamos principalmente à espera do primeiro-ministro, que é ministro das Finanças, arrumar a casa para conversarmos”, concluiu.

CD/AA

Inforpress/Fim

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