
Mindelo, 27 Mar (Inforpress) - A delegada da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), em São Vicente, instou hoje os jovens a assumirem a continuidade da organização, reforçando o papel na promoção da igualdade de género e no empoderamento feminino.
Fátima Balbina Lima falava à imprensa, no Mindelo, no âmbito das celebrações dos 45 anos da organização, que deu mote à efectivação do Dia da Mulher Cabo-verdiana, assinalado hoje.
A responsável destacou o percurso construído ao longo de mais de quatro décadas, marcado por “histórias e conquistas”, com a mobilização de diversos parceiros, entre quais, alguns com quem esteve reunida hoje em mesa redonda.
Segundo a delegada, a OMCV tem contado com o apoio de parceiros institucionais e financeiros, essenciais para o funcionamento da organização, tendo em conta a limitação de meios próprios.
Neste sentido, considerou que a data deve servir para reforçar os laços existentes, identificar fragilidades e tornar as parcerias mais eficazes.
“Este é um momento importante para pedirmos aos parceiros que reforcem o seu apoio, percebermos onde falhámos e encontrarmos formas de garantir uma parceria mais efectiva”, afirmou Fátima Lima, para quem sem este suporte a organização não conseguiria desenvolver as suas acções.
A responsável adiantou ainda que não pretende renovar o mandato à frente da delegação, mas garantiu que vai continuar ligada à organização como membro e defendeu ser a altura de a juventude assumir a liderança e dar seguimento ao trabalho realizado.
A delegada salientou que a OMCV teve “um papel determinante” na transformação do papel da mulher cabo-verdiana desde a independência, permitindo que hoje esteja representada em diferentes esferas da sociedade.
No entanto, reconheceu persistir desafios, sobretudo ao nível da consciencialização sobre a igualdade de género.
“Já fizemos muito, mas ainda há muito por fazer”, frisou a mesma fonte.
Por isso, deve haver, instou, maior intervenção das instituições, nomeadamente da educação e da família, na promoção de valores de igualdade desde a infância.
A responsável alertou também para a necessidade de se envolver mais homens nas actividades da organização, já que a “mudança de mentalidades exige o contributo de toda a sociedade”.
Fátima Balbina concluiu com um apelo a uma abordagem “mais prática e comprometida” e com a igualdade de género a traduzir-se em “acções concretas e não apenas em discursos”.
LN/AA
Inforpress/Fim
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