
Mindelo, 10 Ago (Inforpress) – A Câmara Municipal de São Vicente vai analisar, em conjunto com a sociedade civil, a melhor data para a realização do Festival da Baía das Gatas, face às alterações climáticas, anunciou o vereador José Carlos da Luz.
Ao fazer o balanço da 42.ª edição do festival, realizada de 06 a 09 de Agosto, o autarca considerou o resultado “extremamente positivo”, destacando a adesão do público e a diversidade do cartaz, mas admitiu que as condições climatéricas constituem um dos principais desafios para as próximas edições.
“Com as alterações climáticas temos que pensar as coisas de outra forma. É um fenómeno mais evidente nesta época contemporânea e temos que nos adaptar às situações climatéricas existentes”, afirmou José Carlos da Luz.
Segundo o vereador, a Câmara Municipal de São Vicente pretende ouvir a população, a sociedade civil, os jornalistas e outros intervenientes, para encontrar a melhor data, dentro do mês de Agosto, para a realização do certame.
“Vamos analisar e ouvir a população, sociedade civil, jornalistas e outros para ver a melhor data no mês de Agosto para fazer o festival”, explicou, sublinhando que a dimensão que o festival atingiu exige também uma reflexão sobre a sua organização e sustentabilidade.
José Carlos da Luz lembrou que a autarquia decidiu antecipar a realização da 42.ª edição para a primeira semana de Agosto, em relação ao período habitual, como uma das medidas tomadas tendo em conta a experiência das edições anteriores e o risco de condições meteorológicas adversas.
“A experiência ensina-nos muita coisa. Daí que antecipámos praticamente uma semana e já estamos a pensar que, nos próximos anos, o festival vai continuar a ser na primeira semana de Agosto”, afirmou.
Para o vereador, este período poderá permitir reduzir a possibilidade de coincidência com a época das chuvas, salientando que a chuva não afectou a edição deste ano.
O autarca considerou ainda que o Festival Internacional da Baía das Gatas atingiu uma dimensão que ultrapassa a capacidade de organização exclusiva da Câmara Municipal de São Vicente, defendendo uma maior articulação entre os diferentes actores envolvidos na realização do certame.
Quanto à preparação do espaço, José Carlos da Luz explicou que foram realizados trabalhos de correcção, arranjos no palco e limpeza de alguns locais, com o objectivo de adequar o recinto às necessidades do festival.
Sobre os problemas pontuais registados no som do palco, o vereador disse que foram realizados testes antes do início das actuações e que, à partida, o equipamento apresentava condições para o evento.
“A empresa tem experiência nesse sentido, mas nós também vamos analisar depois para ver o que é que pode ter falhado e corrigir nos anos vindouros”, afirmou.
Apesar dos desafios, José Carlos da Luz classificou o balanço da 42.ª edição como “extremamente positivo”, considerando que o cartaz conseguiu reunir artistas com diferentes estilos e responder às preferências de várias faixas etárias do público.
“Sentimos que a população, o público, teve grande empatia com qualquer um dos artistas e estamos satisfeitos”, afirmou o vereador, acrescentando que não foram registadas situações negativas que, no seu entender, comprometessem o resultado global do festival.
CD/AA
Inforpress/Fim
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