São Vicente: Adeco enaltece redução dos preços de electricidade, mas pede maior investimento nas energias renováveis

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São Vicente: Adeco enaltece redução dos preços de electricidade, mas pede maior investimento nas energias renováveis
02/01/26 - 02:34 pm

Mindelo, 02 Jan (Inforpress) – O presidente da Associação para Defesa do Consumidor (Adeco) exaltou hoje, no Mindelo, a redução dos preços da electricidade, mas pediu maior aposta na produção a partir das energias renováveis para maior impacto nos consumidores.

Nelson Faria disse ver com bons olhos a decisão da Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), que aprovou uma redução generalizada das tarifas aplicadas aos consumidores finais servidos pela Empresa de Distribuição de Electricidade de Cabo Verde (EDEC) e pela Águas e Energia da Boa Vista (AEB).

“É um benefício para os consumidores que, ao longo dos anos, têm sido penalizados de certa forma com a perda do poder de compra e com o aumento do custo de vida”, ressaltou a mesma fonte.

Para o presidente da Adeco, a ARME fez o seu trabalho com uma actualização correcta, considerando os factores como os preços dos combustíveis fósseis, que é a maior fonte de produção de energia no país.

Questionado se ainda há possibilidade de uma redução maior, Nelson Faria considerou que tal é possível se houver aumento de produção de electricidade com base em fontes renováveis.

“Achamos que a aposta maior nas fontes renováveis que nós dispomos irá traduzir-se, de facto, na maior sustentabilidade do consumo de energia eléctrica, quer na sua produção, quer na sua distribuição aos consumidores”, afiançou.

Por isso, sublinhou, a Adeco só vai estar satisfeita no dia em que, maioritariamente, a energia for produzida com base em fontes renováveis e se traduzir, de facto, numa redução ainda maior de preços para os consumidores.

A redução da ARME aplica-se à electricidade fornecida pela EDEC e pela AEB, com descidas que variam entre 5,84 por cento (%) e 7,89% no caso da EDEC e entre 0,9% e 1,24% para a AEB, consoante o escalão tarifário.

Deste modo, os consumidores de Baixa Tensão Doméstica (BTD) da EDEC, com consumo igual ou inferior a 60 kWh por mês, passam a pagar 24,55 escudos por kWh, já com IVA incluído.

Os que ultrapassam este nível de consumo pagam 32,20 escudos. Os clientes de Baixa Tensão Especial (BTE) passam a pagar 27,90 escudos, enquanto os de Média Tensão (MT) pagam 23,09 escudos por kWh.

Para a iluminação pública, o preço fixa-se em 24,55 escudos por kWh.

LN/HF

Inforpress/Fim

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