
Calheta, 24 Jan (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, garantiu hoje que os trabalhos para a recuperação da comunidade dos rabelados, anunciados pelo antigo ministro da área por ocasião do incêndio, vão continuar.
Este governante deu esta garantia à imprensa, no âmbito de uma visita realizada ao município de São Miguel, cujo objectivo foi de conhecer o que tem sido feito e abrir portas para um trabalho em conjunto entre a câmara municipal e o Governo para a continuidade do desenvolvimento da cultura no município.
Sobre a comunidade dos rabelados, em Espinho Branco, que sofreu um incêndio no mês de Março de 2024, e no mês de Abril do mesmo ano, Abraão Vicente, que na altura era ministro da Cultura, anunciou a recuperação do espólio, reconstrução das casas, entre outras intervenções, o actual ministro, Augusto Veiga, avançou que hoje esteve nesta comunidade e que em duas semanas vai regressar acompanhado da presidente do Instituto do Património Cultural, Ana Samira Baessa, para dar continuidade ao processo.
Segundo este governante, vão ser reconstruídas as casas, mas também o espaço onde expõem os seus objectos de artesanato, com vista a dar uma dignidade maior a essa comunidade.
Augusto Veiga reconheceu ainda a dinâmica cultural do município de São Miguel, comprometendo-se assim a continuar a trabalhar numa parceria conjunta para mais espaços e mais desenvolvimento cultural, com a promessa de anunciar novos projectos culturais no município brevemente.
Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Herménio Fernandes, realçou que tiveram a oportunidade de apresentar uma série de projectos destinados a fortalecer o sector cultural e das indústrias criativas do município, com o objectivo de valorizar o talento local e explorar o “vasto potencial cultural e turístico do município, que já conta com uma rica herança de música, dança, literatura e artesanato”.
Igualmente, destacou que o sucesso do município está intrinsecamente ligado à valorização dos seus recursos humanos e culturais.
“Temos uma gama de talentos nas artes, que podem impulsionar a nossa agenda cultural tanto a nível nacional quanto internacional”, ressaltou, acrescentando que a expectativa é que esses investimentos possam gerar novas riquezas, empregos e renda, além de promover a inclusão social e reduzir desigualdades e a pobreza.
Segundo o autarca, os projectos apresentados incluem iniciativas que visam não apenas o fomento das artes, mas também a criação de um ecossistema cultural que beneficie o comércio local, pois o que se quer é garantir que a cultura e as indústrias criativas contribuam efectivamente para a economia local, aproveitando o crescimento do turismo que o país tem experimentado.
“São Miguel é reconhecido por seus recursos valiosos, como o artesanato, a produção de pão de terra, bijuterias, e as expressões musicais típicas, como o batuque”, elencou Fernandes, reforçando que a cidade também tem se destacado na realização de eventos culturais, que visam dar visibilidade aos produtores e artistas locais, além de criar um ambiente favorável para parcerias e negócios.
Esta visita, segundo o edil micaelense, foi uma oportunidade para discutir os desafios enfrentados pelo município e como o Governo pode apoiar as iniciativas locais, numa parceria para garantir a formalização económica e o bom funcionamento do mercado cultural.
Com uma programação cultural rica e diversificada, e iniciativas que atraem tanto turistas nacionais quanto internacionais, Herménio Fernandes considera que São Miguel se posiciona como um destino em ascensão, pois, o que se tem visto é um aumento na confiança e no investimento no município, resultado de um trabalho conjunto que transforma a cidade num lugar cada vez mais atractivo.
Sublinhou também que a expectativa é que, com novos projectos e a continuidade do apoio governamental, São Miguel possa se tornar um verdadeiro polo cultural, criando mais oportunidades de emprego e promovendo o desenvolvimento económico e social da região.
MC/ZS
Inforpress/Fim
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