
Calheta, 25 Fev (Inforpress) – A Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) de São Miguel tem, neste ano lectivo, 38 alunos com necessidades educativas especiais (NEE) activos no sistema, sendo catorze com NEE permanentes.
Esta informação foi avançada à Inforpress pela coordenadora da equipa, Constantina Monteiro, explicando que a equipa é, actualmente, composta por quatro elementos variáveis, sendo uma professora/coordenadora com formação em matéria de educação especial, um professor com experiência em matéria de educação especial, uma psicóloga educacional e uma socióloga, além de uma estagiária, para dar resposta às demandas.
De entre as crianças com NEE permanente, explicou que há alunos que apresentam deficiência visual, síndrome de down, deficiência auditiva, físico-motora e cognitivo, e os alunos com NEE temporária, são os que apresentam dificuldades específicas de aprendizagem, numa ou mais áreas disciplinares.
Tendo em conta estas demandas, a coordenadora avançou que a EMAEI tem trabalhado “afincadamente” para uma resposta pedagógica mais adequada possível no município, em conformidade com cada caso.
Para alcançar os objectivos, destacou que estabeleceram colaboração com os principais parceiros, nomeadamente, os pais/familiares e/ou encarregados de educação, escolas, parceiros locais e não só, sublinhando que o foco tem sido a instrução normativa do Decreto-lei n° 9 de 2024 da Educação Especial em Cabo Verde.
Semedo disse acreditar que a EMAEI “não pode trabalhar de forma isolada, mas sim, em moldes colaborativos, arquitectando projectos, acções eficazes e uma metodologia activa”, de forma a proporcionar ambientes educativos saudáveis em prol do desenvolvimento das aptidões cognitivas dos alunos com NEE.
Sobre os desafios, Constantina Monteiro destacou que são “inúmeros” os desafios que enfrentam para desempenharem o seu trabalho, começando pela questão da comunicação, onde reivindica melhores condições, principalmente para uma rede de internet e um telefone fixo ao serviço da equipa, que permitiria uma comunicação mais pontual e, outrossim, reduzir os ruídos na comunicação.
Relativamente ao Sistema Integrado de Gestão Escolar – SIGE, solicita uma melhoria nos registos de avaliação de alunos com NEE, mediante o Decreto-lei em vigor, ou seja, com os campos definidos e sistematizados, incluindo os instrumentos do processo de sinalização e as medidas educativas especiais.
Além destes entraves, desabafou que um dos maiores sonhos e luta desta equipa é ter uma sala multifuncional, em cada agrupamento escolar, no sentido de gerir e acompanhar os alunos com NEE de forma pontual, o que permitiria aprimorar e estimular as habilidades necessárias, em articulação com os professores e caso não houver resultados desejáveis, estes alunos ou o aluno em causa seria encaminhado para a EMAEI local para uma avaliação especializada em articulação com os serviços locais e centrais, principalmente os da saúde.
A coordenadora solicita mais formações e melhoria das ofertas formativas em matéria de NEE aos professores e monitoras, apontando que este é mais um desafio por que, acredita, todas as equipas passam, sendo necessário investir mais nessa parte e, assim, desenvolver um trabalho em sintonia com as crianças com NEE.
MC/HF
Inforpress/Fim
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