
Cidade da Praia, 01 Nov (Inforpress) – A quarta edição do Festival do Milho, realizada hoje em Rui Vaz, São Domingos, registou fraca afluência de público no início desta tarde, possivelmente devido à realização de eventos semelhantes noutros municípios da ilha de Santiago.
Em declarações à imprensa, o vereador da Cultura e Indústrias Criativas da Câmara Municipal de São Domingos, Arlindo Barros, reconheceu a fraca presença de pessoas no recinto, mas manifestou expectativa de que a adesão aumente ao longo do dia, uma vez que o programa se prolonga até à meia-noite.
“Apesar de o festival estar a decorrer em vários municípios da ilha de Santiago, acreditamos que ainda vamos a tempo de receber mais pessoas nesta actividade”, afirmou.
Segundo o responsável da cultura da Câmara Municipal de São Domingos, o programa contempla uma componente gastronómica e, a partir das 18:00, actuações musicais no polidesportivo, com cerca de 14 grupos e artistas de âmbito local, nacional e internacional, entre os quais Beto Dias, Xibiote, Ló de Pina e as Batucadeiras.
A área gastronómica está a ser assegurada por 18 mulheres, maioritariamente chefes de família, que confeccionam e comercializam diversos pratos tradicionais à base de milho, nomeadamente cuscuz, milho cozido e assado, xerém, catchupa e catchupinha de milho verde, entre outros pratos.
Arlindo Barros destacou que a participação destas mulheres representa uma oportunidade de negócio e de geração de rendimento para as famílias locais, contribuindo para a dinamização da economia do município.
A escolha de Rui Vaz para acolher o certame deve-se, segundo o vereador, às características turísticas da localidade e ao seu potencial agrícola.
A iniciativa pretende valorizar a produção local de milho e seus derivados, ao mesmo tempo que promove o turismo de montanha, considerado uma das principais potencialidades da região.
O festival do milho está orçado em, aproximadamente, 2.200 contos.
Por sua vez, Hélio Semedo, comerciante que acompanha a mãe, participante habitual do festival, confirmou a fraca afluência de pessoas e apontou a falta de energia eléctrica desde a manhã como um dos constrangimentos à actividade comercial, sobretudo para ele que actua na venda de bebidas.
“Esperamos algo positivo até ao fim do dia, que venham mais pessoas e que as vendas possam melhorar”, afirmou.
Uma das vendedeiras presentes no recinto considerou que o movimento estava razoável, embora as vendas permanecessem abaixo do habitual, recordando que, em edições anteriores, o espaço reservado ao festival costumava ficar lotado.
Sobre a produção de milho para o festival disse que estão “bem abastecidos” e referiu que na localidade de Rui Vaz alguns agricultores tiveram uma “boa colheita”, enquanto outros registaram resultados menos satisfatórios.
Na sua barraca, comercializa milho assado e cozido, torresmo, catchupa, carnes grelhadas e bebidas.
O milho é vendido a 150 escudos, enquanto pratos de carne assada e catchupa custam 200 escudos.
DG/HF
Inforpress/Fim
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