
Ribeira Grande, 01 Ago (Inforpress) – Médicos, enfermeiros e ajudantes de serviços gerais do Paul e da Ribeira Grande, Santo Antão, manifestaram-se hoje pelas principais artérias da cidade da Ribeira Grande, exigindo “mais respeito e dignidade” da classe.
Durante a manifestação, os participantes ergueram cartazes e entoaram palavras de ordem como "Fora Ministra!", "Queremos os nossos direitos!", "Governo, mostra que tens palavra!" e "Acordo assinado, promessas cumpridas!", reflectindo o “desânimo com as promessas não cumpridas por parte das autoridades”, segundo palavras do secretário permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA), Carlos Bartolomeu.
Em declarações à imprensa, Carlos Bartolomeu enfatizou a adesão massiva dos profissionais à greve e considerou que "este é um exemplo muito importante de cidadania. Os profissionais estão reivindicando seus direitos com pacificidade” e adiantou que “demonstram cansaço com promessas falsas e enganosas".
O sindicalista ressaltou a insatisfação com o Ministério da Saúde, acusando-o de “maltratar” os profissionais e não fornecer um emprego digno.
Carlos Bartolomeu criticou a ministra da Saúde por sua declaração no parlamento, onde segundo a mesma fonte, a governante alegou que a greve tem "motivos outros".
Segundo a mesma fonte, a ministra da Saúde e o Governo têm demonstrado total falta de compreensão sobre as reais necessidades e frustrações dos trabalhadores da Saúde.
"O Governo tem ignorado os nossos apelos e, apesar de negociações que já se arrastam por oito meses, ainda não conseguimos avanços concretos", afirmou.
O secretário permanente do SLTSA também destacou a insatisfação com a medida de requisição civil publicada no Boletim Oficial, e considerou que se publicaram a requisição na madrugada também poderiam publicar “perfeitamente o que a classe está a pedir”.
"Não estamos apenas a lutar por salários, mas por melhores condições gerais de trabalho", explicou.
Carlos Bartolomeu fez um apelo para que o Governo se sente à mesa de negociações com “seriedade”, e afirmou que, enquanto a situação não for resolvida de forma satisfatória, a greve continuará.
"Pedimos desculpas à sociedade civil ou aos pacientes, porque a nossa luta é necessária e justa. Temos de dar um basta a tais situações”, afirmou.
As estruturas de Saúde da Ribeira Grande continuam a funcionar com os serviços mínimos, e não se viu muita movimentação no Hospital Regional João Morais e o Banco de Urgência, conforme constatou a Inforpress, estava vazia e sem pacientes.
LFS/HF
Inforpress/Fim
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