
Ribeira Grande, 25 de Jul (Inforpress) – O secretário-permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA) afirmou hoje que o impasse com o SISCAP está a afectar a luta dos trabalhadores do INIDA a nível nacional.
Em declarações à Inforpress, Carlos Bartolomeu revelou que os desafios enfrentados pelos trabalhadores do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), por melhores condições de trabalho são uma batalha de longa data.
O líder sindical explicou que tentativas de união com o Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) que, segundo o mesmo, representa a maioria dos trabalhadores do instituto na ilha de Santiago e o SLTSA foram "frustradas" devido aos problemas de relacionamento entre ambos.
"Queríamos realizar um pré-aviso de greve de 48 horas para abranger os trabalhadores do INIDA a nível nacional, porém não conseguimos devido aos conflitos entre os dois sindicatos", lamentou.
Segundo a mesma fonte, devido à situação o SISCAP decidiu avançar sozinho com a luta, o que resultou num impasse para os trabalhadores do INIDA.
Além disso, o secretário-permanente do SLTSA mencionou os esforços "infrutíferos" para obter resposta do Ministério da Agricultura, órgão responsável pela tutela do INIDA, sobre questões cruciais como o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
"Não obtivemos feedback até ao momento do Ministério da Agricultura nem da ministra responsável pela Administração Pública e Modernização do Estado", destacou.
Conforme a mesma fonte, a maioria das instituições públicas, a nível nacional, têm vindo a resolver a sua situação, mas no INIDA não sabem onde se encontram, ou seja, se estão no sistema geral da Administração Pública ou se pertencem a um instituto público.
Carlos Bartolomeu referiu que o Instituto Público, nesse caso, é regido pelo sistema de empresas públicas e, nesse quesito, considerou que os trabalhadores do INIDA estão a ser "prejudicados", já há algumas décadas, ou seja, há mais de 20 anos, sem qualquer aumento, nem de 1%, nem de 0,5%, nem de 2,2%, nem de 3,5%.
"Estamos à deriva", salientou.
A situação, conforme Carlos Bartolomeu, é ainda "mais grave" devido à divisão entre os sindicatos, o que dificulta a resolução dos problemas enfrentados pelos trabalhadores.
No entanto, o secretário permanente do SLTSA reiterou o seu compromisso em continuar a luta pelos direitos dos trabalhadores do INIDA.
LFS/HF
Inforpress/Fim
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